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ONU e entidades denunciam detenção sistemática de crianças palestinas por Israel

Relatórios apontam violações de direitos humanos e uso de tribunais militares para julgar menores; mais de 64 mil crianças foram mortas ou feridas em Gaza, segundo a Unicef

Organizações internacionais e entidades de direitos humanos vêm denunciando a prática sistemática de detenção de crianças palestinas por forças israelenses. Segundo os relatos, menores de idade — alguns com apenas 12 anos — são frequentemente retirados de suas casas durante a noite, levados por soldados e submetidos a longos interrogatórios sem a presença de familiares ou advogados.

Documentos de monitoramento internacional indicam que a maioria dessas crianças sofre agressões físicas e quase metade sai ferida no momento da captura. O caso chama atenção por se tratar do único sistema no mundo que submete menores de idade a julgamentos em tribunais militares, com possibilidade de sentenças severas.

De acordo com as denúncias, essas detenções não são eventos isolados, mas parte de uma política mais ampla que, segundo testemunhas, visa à repressão sistemática de civis palestinos, inclusive quando há consciência de sua inocência.

O impacto do conflito também tem sido devastador em Gaza. Dados recentes da Unicef revelam que mais de 64 mil crianças foram mortas ou feridas na região desde o início das hostilidades. Para a agência da ONU, o número evidencia a dimensão de uma estrutura que vê a juventude palestina não como um grupo protegido, mas como uma ameaça a ser neutralizada.

Organizações humanitárias continuam pedindo o fim imediato da violência e o respeito às convenções internacionais que garantem proteção integral a crianças em situações de conflito.

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