Câmara de Salvador aprova lei que permite prédios de até 35 andares na orla e acende alerta ambiental
Mesmo com críticas de arquitetos, urbanistas e ambientalistas, vereadores aprovaram o Projeto de Lei 424/2025, que altera o PDDU e a LOUOS, abrindo caminho para a verticalização intensa da costa soteropolitana.
A Câmara Municipal de Salvador aprovou, no dia 22 de outubro, o Projeto de Lei nº 424/2025, que altera a LOUOS (Lei de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo) e o PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano). A nova legislação permite a construção de prédios com até 35 andares ao longo da orla marítima da cidade.
A decisão, tomada de forma rápida e sem ampla discussão pública, tem sido alvo de duras críticas por parte de arquitetos, urbanistas, ambientalistas e geógrafos. Especialistas alertam que a medida pode causar sombreamento nas praias, reduzir a ventilação natural e agravar o aquecimento urbano.
De acordo com o coletivo Amo a História de Salvador, que vem denunciando os impactos da decisão, a votação desconsiderou estudos técnicos e a opinião da sociedade civil. “O paredão de prédios altos na orla tende a bloquear os ventos e tornar Salvador muito mais quente”, alerta o texto publicado pelo grupo.
Para críticos da proposta, a aprovação representa um “duro golpe” contra o equilíbrio ambiental e paisagístico da capital baiana, conhecida pela sua orla extensa e pelo patrimônio natural e histórico.



