
A rodada de ontem, 6 de julho de 2026, pelas oitavas de final da Copa do Mundo nos Estados Unidos, vai entrar para a história do futebol por dois motivos bem distintos: o encerramento da trajetória da maior lenda do futebol português e o fim do sonho do país anfitrião.
Com os resultados, Espanha e Bélgica carimbaram seus passaportes para as quartas de final e agora se enfrentam em um confronto de giants na próxima sexta-feira (10), em Los Angeles.
Abaixo, confira a crônica detalhada dos dois confrontos que pararam o planeta futebolístico.
Espanha 1 x 0 Portugal
O último suspiro de CR7 e o herói improvável
O AT&T Stadium, em Dallas, foi o palco de um dos clássicos ibéricos mais tensos e estratégicos das últimas décadas. De um lado, a Espanha de Luis de la Fuente, fiel ao seu estilo de posse de bola e paciência; do outro, Portugal, tentando explorar a velocidade de Rafael Leão e o faro de gol do lendário Cristiano Ronaldo, em sua última dança em Copas do Mundo.
O primeiro tempo foi um xadrez tático. A Espanha rondava a área portuguesa, mas esbarrava em uma exibição impecável do zagueiro Rúben Dias. Portugal assustava nos contra-ataques, e o próprio Cristiano Ronaldo parou em uma defesa espetacular de Unai Simón aos 38′ da primeira etapa.
Na segunda metade, o cansaço começou a abrir espaços. Quando tudo indicava que a partida se arrastaria para a prorrogação, veio o golpe de misericórdia espanhol. Aos 46′ do segundo tempo, Nico Williams fez grande jogada pela esquerda e cruzou à meia-altura. A defesa portuguesa bateu cabeça e o meia Mikel Merino apareceu como elemento surpresa para testar firme, no canto de Diogo Costa. 1 a 0 e explosão em fúria dos torcedores espanhóis.
“O Fim de uma Era: Ao apito final, as câmeras focaram em Cristiano Ronaldo. Aos 41 anos, o craque desabou no gramado de Dallas, aplaudido de pé por espanhóis e portugueses. É o fim de uma trajetória de 6 Copas do Mundo e recordes que dificilmente serão batidos.”
Estados Unidos 1 x 4 Bélgica
A Seleção Belga frustra a festa americana em Seattle
Se em Dallas houve drama, em Seattle houve pura soberania tática. A seleção dos Estados Unidos entrou no Lumen Field empurrada por mais de 65 mil torcedores, sonhando em chegar às quartas de final em casa. Porém, a Bélgica vestiu a roupa de “festa” e apresentou sua melhor atuação no ciclo de 2026.
Os belgas sufocaram a saída de bola americana desde o primeiro minuto. Aos 14′, Charles De Ketelaere abriu o placar após receber assistência de Jérémy Doku. Os EUA tentaram reagir e incendiaram o estádio aos 32′, quando Malik Tillman acertou uma cobrança de falta magistral na gaveta, empatando o jogo.
Mas a alegria dos donos da casa durou pouco. No segundo tempo, a Bélgica deu um show de transição ofensiva:
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Aos 52′: O veterano Hans Vanaken recolocou os belgas na frente após rebote do goleiro Matt Turner.
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Aos 68′: De Ketelaere, o nome do jogo, costurou a zaga americana e bateu de canhota para fazer o terceiro.
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Aos 81′: Para fechar o caixão, Romelu Lukaku, que havia entrado no segundo tempo, usou o corpo para dominar a bola na área e soltar uma bomba, decretando o 4 a 1.
Apesar da goleada sofrida, a seleção dos EUA foi aplaudida. O país se despede do torneio com sua equipe mais jovem da história e a sensação de que o futebol (soccer) fincou raízes definitivas na cultura local.
O que vem por aí?
Agora, a Copa do Mundo faz uma breve pausa para respirar. Espanha e Bélgica duelam na sexta-feira, 10 de julho, às 21h (horário de Brasília), no SoFi Stadium, em Los Angeles. Quem vencer estará entre os quatro melhores do mundo.
Ficha Técnica dos Jogos de Ontem:
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Espanha 1 x 0 Portugal – Gol: Mikel Merino (46′ 2ºT). Público: 78.411 pagantes.
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EUA 1 x 4 Bélgica – Gols: Malik Tillman (EUA); De Ketelaere [2], Vanaken e Lukaku (BEL). Público: 67.204 pagantes.



