Economia

Dólar recua e Ibovespa avança em meio à expectativa de corte de juros pelo Fed

Moeda americana fecha a R$ 5,32, menor nível em mais de um ano, enquanto Bolsa brasileira sobe 0,84% puxada por ações de varejo e educação; investidores aguardam decisões do Federal Reserve e do Banco Central nesta quarta-feira (17).

O dólar fechou em queda de 0,60% nesta segunda-feira (15), cotado a R$ 5,321, o menor patamar desde junho do ano passado. Durante o pregão, a moeda americana chegou a tocar nos R$ 5,30. Já o Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,84%, aos 143.478 pontos, segundo dados preliminares.

O movimento reflete a expectativa dos investidores em relação à reunião do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, que deve anunciar nesta quarta-feira (17) o primeiro corte de juros do ano, estimado em 25 pontos-base. No Brasil, a expectativa é de manutenção da Selic em 15% ao ano, também com decisão prevista para a quarta-feira.

Segundo analistas, a perspectiva de juros mais baixos nos EUA aumenta a atratividade do Brasil para investidores estrangeiros, favorecendo a entrada de capital especulativo e fortalecendo o real. “O diferencial de juros é bastante favorável e isso estimula a apreciação da moeda brasileira”, avalia Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos.

O mercado também repercutiu o Boletim Focus, que reduziu as projeções de inflação de 4,85% para 4,83% neste ano e ajustou para baixo a estimativa da taxa de juros em 2026. Outro indicador importante foi o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, que caiu 0,5% em julho, no terceiro mês seguido de retração.

No pregão, entre as principais altas estiveram as ações da Yduqs, Magalu, Cogna, Sendas e da própria B3. Do lado negativo, se destacaram Raia Drogasil, Minerva, Embraer e Banco do Brasil.

No cenário externo, os índices S&P 500 e Nasdaq atingiram novas máximas históricas intradiárias nesta segunda-feira. Entretanto, no radar dos investidores brasileiros também estão as possíveis retaliações dos EUA após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo STF a 27 anos e três meses de prisão, o que gera cautela adicional nos mercados.

Para economistas, mesmo com incertezas políticas, o corte de juros nos EUA tende a sustentar o otimismo no mercado brasileiro. “O dólar está caindo principalmente porque o mercado já precifica ao menos três cortes de juros pelo Fed ainda neste ano”, afirma Ian Lopes, da Valor Investimentos.

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