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William Bonner deixa o Jornal Nacional após quase 30 anos; César Tralli assume bancada

O jornalista anuncia a saída da bancada em novembro, no aniversário de 56 anos do telejornal, e passa a apresentar o Globo Repórter ao lado de Sandra Annenberg; César Tralli assume o posto ao lado de Renata Vasconcellos.

O jornalista William Bonner anunciou, nesta segunda-feira (2), durante a edição que marcou os 56 anos do Jornal Nacional, sua saída da bancada do telejornal de maior audiência do país. Depois de quase três décadas e cerca de 10 mil edições apresentadas, Bonner se despede em novembro do comando do noticiário. Ele passará a integrar o Globo Repórter às sextas-feiras, ao lado de Sandra Annenberg, em um movimento que a própria Globo define como uma das maiores mudanças estruturais de seu jornalismo.

O posto de âncora será ocupado por César Tralli, que deixa o Jornal Hoje para assumir a atração noturna ao lado de Renata Vasconcellos, que permanece na bancada. No Jornal Hoje, Tralli será substituído por Roberto Kovalick. A mudança foi preparada ao longo de cinco anos pela emissora, que reposicionou talentos e testou formatos para garantir a transição.

Bonner, de 61 anos, é o apresentador que ficou mais tempo à frente do JN desde a estreia do programa, em 1969. Estreou em 1996 ao lado de Lillian Witte Fibe, substituindo Cid Moreira e Sérgio Chapelin, e acumulou a função de editor-chefe em 1999. Durante sua trajetória, noticiou marcos históricos como os ataques de 11 de setembro, a morte de colegas como Tim Lopes, e os desdobramentos da pandemia de Covid-19. Nesse período, também promoveu mudanças na linguagem e na postura do telejornal, flexibilizando a rigidez tradicional da bancada e aproximando o público da cobertura.

Em um encontro com jornalistas na sede da Globo, no Rio, Bonner classificou sua saída como um “movimento tectônico”. Segundo ele, a decisão já estava tomada há cinco anos e foi adiada em acordo com a emissora para que houvesse tempo de preparar a sucessão. O jornalista também falou sobre os motivos pessoais que pesaram na escolha: a exaustão acumulada ao longo dos anos e a saudade dos filhos que moram no exterior.

Apesar da despedida, Bonner reforçou que não está deixando a Globo. “Minha maior preocupação era dar a esse anúncio uma enorme leveza. Não é o maior evento da Terra, não estou saindo da Globo”, disse. Ele destacou ainda que a mudança permitirá dedicar-se a novas experiências, sem as pressões da chefia de redação: “Não quero mandar em nada nem em ninguém. Só queria parar enquanto tiver saúde para aproveitar”.

César Tralli, que há mais de 20 anos atua na emissora e foi repórter do próprio JN por 15 anos, assume o desafio com reconhecimento do peso da missão. “Cada um tem seu estilo. Sou um repórter na apresentação, tenho consciência de como o jornal funciona, mas sei da responsabilidade que é estar ali”, afirmou.

A partir de novembro, os telespectadores acompanharão uma nova fase do Jornal Nacional, agora conduzido por Renata Vasconcellos e César Tralli, enquanto Bonner marca presença em outra vitrine do jornalismo da Globo, levando sua experiência e trajetória para o Globo Repórter.

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