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Escalada de tensão: Donald Trump faz ameaça extrema ao Irã e eleva risco de conflito global

Declarações do presidente dos Estados Unidos sobre possível destruição e prazo final para acordo aumentam temor internacional; Teerã promete resposta severa e impasse persiste em torno do Estreito de Ormuz

A crise entre Estados Unidos e Irã ganhou novos contornos dramáticos nesta terça-feira (7), após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que o prazo para um acordo está perto do fim e fazer declarações consideradas alarmantes sobre o possível desfecho do conflito.

Em publicação na rede Truth Social, Trump sugeriu a possibilidade de destruição em larga escala, afirmando que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, ao mesmo tempo em que mencionou a hipótese de uma mudança de regime no Irã. A fala ocorre em meio à pressão dos EUA para que Teerã aceite reabrir o Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte global de petróleo.

O governo americano também elevou o tom ao indicar que possui planos para atacar infraestruturas estratégicas iranianas, incluindo pontes, usinas de energia, poços de petróleo e sistemas de dessalinização. Segundo autoridades de defesa, o dia pode registrar o maior volume de ataques desde o início da escalada militar.

Do outro lado, o Irã reagiu com firmeza. O porta-voz das Forças Armadas, Ibrahim Zulfiqari, prometeu retaliação e afirmou que o país possui “surpresas” capazes de superar os piores cenários imaginados por seus adversários. O governo iraniano também declarou que responderá à morte do general Majid Khademi, chefe da inteligência da Guarda Revolucionária, morto em bombardeio recente.

As tentativas de mediação internacional seguem sem sucesso. Uma proposta de cessar-fogo intermediada pelo Paquistão, apresentada entre os dias 4 e 6, foi rejeitada por Teerã por não atender às suas exigências. Já Washington considerou o texto insuficiente, mantendo o impasse diplomático.

Especialistas alertam que ataques a estruturas civis podem configurar crimes de guerra, conforme as Convenções de Genebra. Além disso, o fechamento do Estreito de Ormuz — responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás — amplia os riscos de impacto econômico global, elevando a preocupação de mercados e governos ao redor do mundo.

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