Politica

Câmara adia decisão sobre anistia a Bolsonaro enquanto Motta busca acordo entre Poderes

Presidente da Casa evita votação imediata e avalia alternativas, como redução de penas, para conciliar pressões do PL, centrão e governo Lula após condenação do ex-presidente pelo STF

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tenta postergar a discussão sobre a anistia a Jair Bolsonaro (PL) enquanto busca uma solução que não conflite com o Supremo Tribunal Federal (STF) nem atenda integralmente ao pedido de perdão amplo defendido pelos bolsonaristas.

Aliados de Motta afirmam que a intenção é votar a matéria apenas quando houver consenso com o STF, o Senado e o Palácio do Planalto. A tramitação mais demorada contraria apoiadores do ex-presidente, que pressionam por votação ainda nesta semana, especialmente após a condenação de Bolsonaro pelo STF na última quinta-feira (11).

O embate político na Câmara se intensifica com a pauta da semana: enquanto o PL busca a aprovação da anistia, o governo Lula quer avançar com projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. Integrantes do governo avaliam estratégias para derrotar a urgência do projeto de anistia antes da votação do IR, garantindo segurança política para o Planalto.

Entre as alternativas estudadas por Motta está a redução de penas para os condenados pelo episódio de 8 de Janeiro, incluindo Bolsonaro, sem conceder perdão eleitoral ou anistia ampla. A medida contaria com apoio de partidos do centrão e até de alguns deputados de esquerda, mas enfrenta resistência do PL, que insiste em benefícios completos para o ex-presidente.

O presidente da Câmara ainda não definiu um relator para o projeto e sinaliza que a votação só ocorrerá quando houver um texto que equilibre pressões políticas, contenha segurança jurídica e evite impasses com outros Poderes.

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