Politica

Jaques Wagner critica votação sobre sigilo de Lulinha e aponta “manipulação” na CPMI do INSS

Líder do governo no Senado questiona condução do presidente Carlos Viana durante sessão marcada por tumulto e suspensão dos trabalhos

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), fez duras críticas à votação que tratou da quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tema foi debatido nesta quinta-feira (26), durante sessão da CPMI do INSS.

Na avaliação do senador baiano, o processo de votação não ocorreu de forma regular. Em entrevista à CNN Brasil, Wagner afirmou que houve manipulação na condução do caso e evitou utilizar termos mais duros para classificar a situação. Ele declarou ainda que não sabe como o impasse será resolvido.

A reunião da comissão acabou sendo interrompida após um tumulto entre parlamentares. O clima tenso marcou a sessão, que precisou ser suspensa diante da confusão registrada no plenário. Wagner descreveu o episódio como “absurdo” ao comentar o desfecho da discussão.

“Houve uma manipulação, prefiro não adjetivar e, portanto, não sei exatamente como esse imbróglio vai terminar”, afirmou o senador.

Segundo ele, a proclamação do resultado feita pelo presidente da comissão, Carlos Viana, gerou indignação entre os parlamentares. “Foi-se às vias de fato porque as pessoas ficaram indignadas com a proclamação do presidente Carlos Viana sobre o resultado. Não há como negar que o número nosso era 14 e não 7 e quem ganha é a maioria”, declarou.

O episódio ampliou a tensão política em torno dos trabalhos da CPMI e evidenciou o acirramento entre governistas e oposição no Congresso Nacional.

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