Eduardo Bolsonaro ataca STF, mente ao exterior e é acusado de traição à pátria
Deputado promove desinformação internacional sobre o Brasil, insulta ministro do STF e defende tentativa de golpe do pai. Especialistas e juristas apontam crime contra a soberania nacional.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a protagonizar ataques contra as instituições democráticas brasileiras, ao reagir à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs prisão domiciliar a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por violar medidas cautelares. Em uma série de declarações públicas, Eduardo insultou o magistrado, o classificando como “psicopata descontrolado”, e recorreu a mentiras em inglês para deslegitimar o Judiciário brasileiro diante da comunidade internacional.
Em nota e publicações nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro afirmou que a decisão do STF não o surpreendeu e tentou pintar Jair Bolsonaro como vítima de perseguição política, mesmo após uma série de provas ligando o ex-presidente a tentativas de golpe de Estado, ataques ao sistema eleitoral e articulações para subverter o resultado das eleições de 2022.
“A prisão do meu pai é sem crime, sem provas, sem julgamento… Apenas um abuso de poder escancarado para silenciar o líder da oposição brasileira. O Brasil não é mais uma democracia. O mundo precisa tomar conhecimento”, afirmou o deputado, em postagem feita em inglês — numa clara tentativa de atrair apoio da extrema-direita internacional e pressionar o governo brasileiro por meios externos.
A fala foi duramente criticada por juristas e parlamentares que acusaram Eduardo de traição à pátria, por buscar apoio estrangeiro para interferir em questões internas do Judiciário brasileiro. “Trata-se de uma conduta gravíssima. Eduardo Bolsonaro está tentando sabotar a soberania nacional ao pedir socorro a potências estrangeiras para blindar seu pai da Justiça”, afirmou um constitucionalista ouvido pela reportagem.
Eduardo ainda evocou a sanção imposta ao ministro Moraes por aliados de Donald Trump, nos EUA, por meio da Lei Magnitsky — medida considerada meramente simbólica e usada como instrumento político por setores ultraconservadores do Partido Republicano.
Para especialistas, o discurso de Eduardo faz parte de uma estratégia de desestabilização das instituições brasileiras, com potencial para comprometer a imagem internacional do país e incitar novos atos antidemocráticos. “O deputado atua como um agente do caos, recorrendo à desinformação internacional para minar o funcionamento legítimo da Justiça brasileira. Isso é crime contra a ordem constitucional e contra a soberania do Estado brasileiro”, afirmou uma fonte do Ministério Público Federal.
Enquanto Jair Bolsonaro permanece em prisão domiciliar, impedido de usar celular e receber visitas fora de sua equipe jurídica, seu filho Eduardo aprofunda o isolamento político da família com falas incendiárias, que aumentam sua exposição a processos por incitação ao crime, calúnia, ameaça e, eventualmente, crime de traição — previsto no artigo 142 do Código Penal Militar, em caso de colaboração com força estrangeira contra os interesses do Brasil.
No Congresso, cresce a pressão para que a Câmara dos Deputados casse o mandato de Eduardo Bolsonaro por quebra de decoro parlamentar e atentado à democracia.



