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Apesar de tarifaço dos EUA, governo Lula mantém recuperação com avanços sociais, econômicos e diplomáticos

Saída do Brasil do Mapa da Fome, queda do desemprego, valorização do salário mínimo e protagonismo internacional contrastam com percepção negativa recente impulsionada por sanções externas e disputa política

Apesar do aumento recente no pessimismo dos brasileiros em relação ao futuro da economia, impulsionado pelas sanções comerciais impostas pelos Estados Unidos, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua acumulando avanços concretos que indicam uma trajetória de recuperação econômica, social e diplomática do país.

A mais recente pesquisa Datafolha, realizada nos dias 29 e 30 de julho, revelou que o percentual de pessoas que acreditam em uma piora da economia subiu de 33% para 45% após o anúncio do tarifaço imposto por Donald Trump. O presidente americano decidiu aplicar uma taxa extra de 50% sobre diversos produtos brasileiros, a partir de 6 de agosto, em uma medida interpretada por analistas como retaliação política, com o objetivo de pressionar o governo brasileiro a interromper o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os apoiadores de Bolsonaro, o pessimismo é ainda mais intenso: 71% acreditam que a economia vai piorar.

Apesar disso, os indicadores objetivos da economia revelam avanços importantes. O Brasil registrou queda no desemprego, que atingiu 7,1%, o menor patamar desde 2015. A inflação está controlada, o salário mínimo foi reajustado acima da inflação por dois anos consecutivos, e a renda média do trabalhador aumentou. Programas como o Bolsa Família foram fortalecidos, com repasses mínimos de R$ 600 e valores adicionais por dependente, além da retomada de investimentos em segurança alimentar e agricultura familiar.

Essas ações permitiram que o Brasil deixasse novamente o Mapa da Fome da ONU, após anos de retrocesso. É uma conquista significativa, que mostra a eficácia das políticas públicas voltadas à redução da miséria e da desigualdade. A população mais pobre voltou a ter comida na mesa, e o consumo das famílias cresceu com apoio do crédito e da política de valorização do trabalho.

No cenário internacional, o Brasil recuperou o protagonismo que havia perdido. Lula participou de encontros com líderes do G7, liderou debates sobre clima e combate à fome, e assumiu a presidência do G20, reforçando o papel do país como voz ativa no Sul Global. As relações diplomáticas foram restabelecidas com países estratégicos e novas parcerias comerciais estão sendo costuradas com Europa, Ásia e África, numa clara demonstração de que o país não está isolado.

Ainda assim, a pesquisa mostra que 51% dos brasileiros sentem que a economia piorou nos últimos meses — um reflexo direto da cobertura alarmista sobre o tarifaço de Trump e da campanha política promovida por setores ligados ao bolsonarismo. Entre aqueles que tomaram conhecimento das sanções, o pessimismo chega a 54%. Já entre os que desconhecem o assunto, esse número cai para 40%.

Mesmo nesse contexto, 28% dos entrevistados seguem confiantes em uma melhora econômica, e outros 22% acreditam que a situação se manterá estável. A diferença entre percepção e realidade pode ser explicada pela guerra de narrativas em curso no país, onde os avanços econômicos são muitas vezes ofuscados por disputas políticas e desinformação nas redes sociais.

Diante do ataque comercial dos EUA, o presidente Lula afirmou que o Brasil não aceitará imposições externas que atentem contra a soberania nacional. O governo federal trabalha para ampliar mercados, proteger os empregos e garantir que as conquistas sociais sejam preservadas. “O Brasil está voltando a crescer com inclusão, com justiça social e com respeito à democracia”, declarou Lula em entrevista recente.

Embora parte da população esteja influenciada por um cenário de incerteza internacional, os dados concretos mostram que o país caminha para um ciclo sustentável de crescimento, com redução da desigualdade e reconquista do respeito internacional. O desafio do governo agora é transformar esses avanços em confiança popular — e seguir provando, com trabalho e resultado, que o Brasil voltou a olhar para os mais pobres e a andar de cabeça erguida no mundo.

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