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EUA destroem três petroleiros iranianos e ampliam tensão no Golfo de Omã

Washington afirma que embarcações integravam rede de financiamento da Guarda Revolucionária; Irã promete intensificar represálias contra alvos ligados aos Estados Unido

Os Estados Unidos destruíram três petroleiros iranianos em uma operação realizada no sábado (5), nas proximidades da ilha de Kharg e no Golfo de Omã. Segundo as Forças Armadas americanas, a ação ocorreu após uma tentativa da Guarda Revolucionária do Irã de atacar navios de guerra dos EUA com mísseis.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que uma das embarcações foi atingida somente depois que sua tripulação recebeu ordem para abandonar o navio. Imagens divulgadas pelos militares americanos mostram explosões após os ataques. Não houve registro de militares dos Estados Unidos feridos na operação.

De acordo com Washington, os petroleiros fariam parte de uma rede clandestina utilizada para financiar a Guarda Revolucionária e grupos aliados de Teerã na região. O comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, afirmou que a operação buscou aumentar os custos econômicos de eventuais novos ataques iranianos contra embarcações americanas.

O Irã condenou a ofensiva e ameaçou ampliar as represálias. O comando militar iraniano afirmou que novos ataques contra navios dos Estados Unidos poderão ser mais intensos caso os confrontos continuem. A Guarda Revolucionária também declarou ter atingido embarcações que teriam ligação com os americanos.

A escalada ocorre em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, após uma operação conjunta de Washington e Israel contra o território iraniano. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo, tornou-se um dos pontos centrais da disputa.

Os confrontos haviam perdido intensidade durante algumas semanas, mas voltaram a crescer no fim de agosto. Na quinta-feira (3), o Irã afirmou ter atacado bases militares americanas no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos. Com as novas ofensivas e ameaças de ambos os lados, aumenta a preocupação com uma escalada militar no Golfo e seus possíveis impactos sobre o transporte internacional de petróleo.

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