Trump questiona eleição brasileira após vitória de Lula; líderes internacionais reconhecem resultado
Presidente americano disse que a disputa “pareceu” fraudada, sem apresentar provas na declaração reproduzida; representantes de países latino-americanos cumprimentaram o petista
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou nesta segunda-feira (26) a condução da eleição presidencial brasileira, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em conversa com jornalistas antes de deixar Washington, o americano afirmou que o processo eleitoral lhe pareceu fraudado, mas não apresentou evidências que sustentassem a acusação na declaração reproduzida.
“Parecia outra eleição fraudada, francamente. Eu não tomei partido, mas foi uma péssima imagem para o mundo”, declarou Trump. Apesar das críticas, o presidente americano afirmou gostar de Lula. No domingo (25), durante a votação, ele havia dito que acompanhava a disputa, sem anunciar apoio ao candidato do PL.
A manifestação contrasta com o reconhecimento do resultado por lideranças latino-americanas, incluindo políticos alinhados ao governo americano. José Antonio Kast, do Chile, Keiko Fujimori, do Peru, e Abelardo de la Espriella, da Colômbia, cumprimentaram Lula pela vitória.
Kast afirmou ter conversado com o presidente brasileiro e destacou as perspectivas de cooperação entre Brasil e Chile. Keiko defendeu o fortalecimento da aliança estratégica entre brasileiros e peruanos. De la Espriella, que havia apoiado Flávio Bolsonaro durante a campanha, também reconheceu o resultado das urnas.
Lula recebeu ainda mensagens dos presidentes Santiago Peña, do Paraguai; Rodrigo Paz, da Bolívia; José Raúl Mulino, do Panamá; Claudia Sheinbaum, do México; Yamandú Orsi, do Uruguai; e Daniel Noboa, do Equador. Fora da América Latina, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente francês, Emmanuel Macron, também enviaram cumprimentos.
Durante a campanha, Flávio Bolsonaro defendeu maior aproximação com Washington, incluindo negociações sobre minerais estratégicos e cooperação na área de segurança. A declaração de Trump acrescenta tensão política à relação bilateral no início das articulações para o próximo mandato de Lula.



