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Estudantes protestam contra Bruno Reis em Salvador e pedem impeachment após problemas no transporte durante eleições

Manifestação convocada pelo DCE da UFBA reúne entidades estudantis na Praça Municipal nesta segunda-feira (26); organizações acusam gestão municipal de prejudicar deslocamento de eleitores no segundo turno.

Entidades estudantis da Bahia realizam, nesta segunda-feira (26), uma manifestação contra o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), em frente à sede da Prefeitura, na Praça Municipal, no Centro Histórico da capital baiana. O protesto ocorre após denúncias de problemas na circulação dos ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).

O ato foi convocado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que defende o impeachment do prefeito. Segundo a entidade, a redução da frota de transporte coletivo teria dificultado o deslocamento de milhares de eleitores até os locais de votação, especialmente daqueles que dependem exclusivamente dos ônibus para exercer o direito ao voto.

A mobilização também conta com a participação de organizações estudantis ligadas à Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e de outros movimentos sociais. Nas publicações de convocação, os estudantes criticam a administração municipal e cobram esclarecimentos sobre a quantidade de ônibus disponibilizados durante a votação, além de uma investigação sobre eventuais irregularidades.

As críticas também são direcionadas ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), aliado político de Bruno Reis e apoiador da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Para as entidades, é necessário investigar se houve descumprimento das determinações eleitorais relacionadas à oferta de transporte público.

A eventual responsabilização do prefeito depende da apuração dos fatos pelos órgãos competentes. A redução deliberada da oferta de ônibus, caso comprovada e associada à intenção de dificultar o voto, poderá ter consequências jurídicas. Já um eventual processo de impeachment exige procedimentos específicos e análise das autoridades responsáveis.

A manifestação coloca novamente em discussão a responsabilidade das administrações municipais de garantir condições adequadas de deslocamento durante as eleições e o papel da sociedade civil na fiscalização dos serviços públicos.

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