Wagner diz não perceber desejo de mudança na Bahia e chama ACM Neto de “retrocesso”
Candidato ao Senado afirma confiar na reeleição de Jerônimo Rodrigues e questiona desempenho do adversário na segurança pública durante a gestão de Salvador
O candidato ao Senado Jaques Wagner (PT) afirmou, nesta quarta-feira (16), que não identifica entre os baianos um sentimento favorável à mudança do grupo que governa o estado. Durante entrevista à Rádio Metropole, o petista classificou a candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia como um “retrocesso”.
“Apesar da pouca idade, a cabeça do adversário de Jerônimo é uma cabeça velha”, declarou Wagner. “Não sinto esse sentimento de mudança nas pessoas, de elas quererem outro governo, porque a mudança somos nós. Eles são o retrocesso”, acrescentou.
O senador também comparou ACM Neto a um “escorpião” que aguardaria o momento de “usar o ferrão” e afirmou que o ex-prefeito teria um estilo político semelhante ao do avô, o ex-governador Antônio Carlos Magalhães. Segundo Wagner, o adversário representa uma forma centralizadora de governar, baseada em “bater na mesa e gritar”.
Ao tratar da segurança pública, Wagner reconheceu a gravidade do problema, mas questionou a atuação de ACM Neto durante os oito anos em que comandou a Prefeitura de Salvador. Conforme a declaração do petista, o ex-prefeito prometeu ampliar o efetivo da Guarda Municipal para 3 mil agentes, mas teria contratado apenas 21 profissionais. O número apresentado pelo senador não foi acompanhado, na entrevista, de documentos comprobatórios.
“Você deveria ter vergonha de falar sobre segurança, porque sua Guarda Municipal, do seu governo, é menor que a de Fortaleza e a de Recife. Vai dizer que vai fazer na Bahia o que fez em Salvador?”, questionou Wagner. O senador já havia feito críticas semelhantes ao desempenho da gestão municipal na área de segurança. A cobrança sobre a promessa de ampliar a Guarda para 3 mil agentes também foi registrada anteriormente.
Apesar de reconhecer que a eleição estadual será disputada, Wagner afirmou estar confiante na vitória de Jerônimo Rodrigues. Ele citou o apoio de prefeitos e obras como a Via Expressa, o VLT e as avenidas transversais de Salvador como resultados que, em sua avaliação, devem fortalecer a candidatura governista.
Na disputa presidencial, Wagner declarou acreditar na reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e minimizou pesquisas que apontam equilíbrio com Flávio Bolsonaro (PL). O candidato defendeu que os eleitores comparem as entregas dos diferentes governos antes de decidir o voto.
Wagner também disse acreditar que Jerônimo terá força eleitoral para impulsionar os dois candidatos ao Senado da chapa governista. Além dele, o grupo apresenta o também ex-governador Rui Costa como candidato a uma das duas vagas que estarão em disputa em 2026.



