Dr. Marcelo cobra explicações de ACM Neto após PF pedir busca em investigação sobre contratos de R$ 80 milhões
Candidato a deputado federal afirma que investigação da Operação Overclean exige esclarecimentos à sociedade baiana; pedido de busca foi negado pelo ministro Kassio Nunes Marques
O ex-prefeito de Cocos e candidato a deputado federal Dr. Marcelo cobrou explicações de ACM Neto (União Brasil), candidato ao Governo da Bahia, após a divulgação de que a Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para realizar busca e apreensão contra o ex-prefeito de Salvador no âmbito da Operação Overclean. O pedido foi negado pelo ministro Kassio Nunes Marques.
A 10ª fase da operação, deflagrada nesta quinta-feira (17), investiga suspeitas de irregularidades em contratações realizadas pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte entre 2024 e 2025. Segundo a Polícia Federal, ao menos três procedimentos investigados resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões. A corporação apura indícios de direcionamento de contratações para fornecimento de serviços e materiais didáticos.
“ACM Neto precisa explicar aos baianos o que está acontecendo. A Polícia Federal solicitou uma medida de busca e apreensão no âmbito de uma investigação que envolve contratos milionários. Há fatos que precisam ser esclarecidos e perguntas que precisam ser respondidas”, afirmou Dr. Marcelo.
Um dos personagens investigados é Bruno Barral, que comandou a Secretaria Municipal da Educação de Salvador entre 2017 e 2020, durante a administração de ACM Neto, e posteriormente assumiu a Secretaria de Educação de Belo Horizonte. A PF investiga a suspeita de que Neto tenha participado da indicação de Barral para a administração da capital mineira com o objetivo de favorecer empresários em licitações. Essa é uma linha de investigação policial e não representa conclusão sobre eventual responsabilidade criminal.
A Polícia Federal chegou a pedir autorização para realizar buscas contra ACM Neto. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente à diligência, mas Nunes Marques negou a medida por considerar que não havia base legal suficiente para autorizá-la. Com isso, ACM Neto não foi alvo dos mandados cumpridos nesta quinta-feira.
Para Dr. Marcelo, o avanço das investigações exige esclarecimentos também no campo político. “A Bahia tem o direito de saber quais são as relações e circunstâncias que estão sendo investigadas. ACM Neto precisa explicar aos baianos o que sabe sobre essa investigação e sobre a relação de pessoas ligadas à sua trajetória política com os fatos apurados pela Polícia Federal”, declarou.
Nesta fase, a PF cumpre 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Segundo a corporação, os fatos investigados podem, em tese, configurar crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação permanece em andamento e a existência do inquérito ou do pedido de busca não significa, por si só, comprovação de participação nos crimes investigados.



