Renovação da esquerda na Bahia ganha força com Loyola e Lucas Reis
Adolpho Loyola e Lucas Reis despontam como símbolos da nova geração do PT na Bahia, reforçando alianças históricas e ampliando a presença no interior com foco nas eleições de 2026.
A política baiana vive um momento de transição e renovação, marcado pelo surgimento de novas lideranças que despontam como protagonistas do futuro. Entre os nomes mais promissores estão Adolpho Loyola, atual secretário de Relações Institucionais (Serin) do governo Jerônimo Rodrigues, e Lucas Reis, chefe de gabinete do senador Jaques Wagner e já colocado como pré-candidato a deputado federal em 2026. Ambos simbolizam a aposta do Partido dos Trabalhadores em renovar seus quadros e ampliar sua base de atuação em todo o estado.
Natural de Itanhém, Loyola iniciou sua trajetória política no movimento estudantil e construiu uma carreira sólida na militância petista, passando por funções estratégicas em diferentes esferas do poder público. Foi dirigente da União dos Estudantes Secundaristas do Extremo Sul, diretor do DCE da UNEB e, posteriormente, atuou como assessor em gabinetes parlamentares e órgãos federais, incluindo a Casa Civil da Presidência da República.
Em 2023, assumiu a chefia de gabinete do governador Jerônimo Rodrigues e, em dezembro de 2024, foi nomeado secretário de Relações Institucionais. Desde então, Loyola tornou-se peça-chave na engrenagem política do governo estadual. Seu estilo conciliador e a proximidade com prefeitos lhe garantiram respeito em mais de 300 visitas ao interior ao lado do governador, reforçando a imagem de um governo presente e acessível.
Para ele, a manutenção da aliança entre PT e PSD é central no cenário de 2026. Loyola tem defendido que a definição da chapa majoritária só deve ocorrer no ano da eleição, reconhecendo a legitimidade de nomes como Rui Costa, Jaques Wagner e Angelo Coronel.
Com 38 anos, natural de Salvador e advogado de formação, Lucas Reis também tem raízes no movimento estudantil da UNEB. Acumulou experiência como assessor de Waldir Pires e Emiliano José, além de ter coordenado campanhas eleitorais e atuado na Assembleia Legislativa da Bahia.
Atualmente, é chefe de gabinete do senador Jaques Wagner, posição que lhe permitiu transitar por Brasília e pelo interior baiano, construindo uma rede de articulação política e comunitária. Essa trajetória o credencia a dar um passo adiante: disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026.
Reis já confirmou sua pré-candidatura em plenária estadual do grupo CNB Renova e vem percorrendo a Bahia em busca de apoio. Com discurso de renovação e o respaldo político de Wagner, ele aposta na força de sua militância jovem e no vínculo com lideranças locais para conquistar espaço em um cenário competitivo.
A presença de Loyola e Reis na cena política baiana reflete a necessidade de oxigenar os quadros da esquerda, unindo experiência institucional e vigor de novas lideranças. Loyola cumpre papel estratégico na governabilidade de Jerônimo Rodrigues, enquanto Reis mira a Câmara dos Deputados com uma candidatura que promete atrair a juventude e novas bases sociais.
Ambos se movimentam em sintonia com o projeto político do PT na Bahia, que desde 2006 comanda o governo estadual. A renovação, contudo, não é apenas questão de idade: trata-se de manter viva a capacidade de diálogo com as bases, ampliar a presença no interior e sustentar a aliança que tem garantido vitórias eleitorais históricas.
O futuro da esquerda na Bahia, portanto, passa por nomes como Adolpho Loyola e Lucas Reis. Se confirmarem as expectativas, poderão transformar-se em protagonistas não só do cenário baiano, mas também da política nacional nos próximos anos.



