Policial à paisana é acusado de agredir adolescente de 16 anos com coronhada durante discussão política no Pará
Caso teria ocorrido em praça pública no município de Moju; agente identificado pelo apelido de “Gibão” também é acusado de ameaças e ofensas homofóbicas contra jovens que realizavam transmissão ao vivo.
Um policial à paisana, conhecido pelo apelido de “Gibão”, foi acusado de agredir um adolescente de 16 anos durante uma discussão política em uma praça pública do município de Moju, no interior do Pará, nesta quinta-feira (22). Segundo relatos divulgados nas redes sociais, o agente estava armado e vestia uma camisa com referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. O episódio teria ocorrido enquanto o adolescente e um amigo realizavam uma transmissão ao vivo sobre política.
De acordo com as informações divulgadas, a discussão começou após uma abordagem do policial aos jovens. O agente teria feito ameaças e proferido ofensas de caráter homofóbico durante o desentendimento. Imagens que circulam nas redes sociais supostamente mostram o homem encurralando o adolescente contra uma parede e atingindo sua cabeça com uma coronhada. As circunstâncias completas da ocorrência e a identidade funcional do suspeito ainda precisam ser confirmadas pelas autoridades.
A denúncia provocou manifestações de indignação nas redes sociais, especialmente pela suspeita de uso de uma arma de fogo contra um menor de idade em meio a uma discussão política. Caso a agressão seja confirmada, a conduta poderá ser analisada à luz do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), das normas sobre uso de armas e da legislação penal. A condição de policial não autoriza o emprego de violência fora das hipóteses previstas em lei, mesmo quando o agente está fora de serviço.
O episódio também levanta questionamentos sobre a liberdade de expressão e a segurança de adolescentes que participam de debates políticos nas redes sociais. A Constituição Federal assegura o direito à manifestação do pensamento, enquanto o ECA estabelece proteção especial à integridade física, psicológica e moral de crianças e adolescentes. Eventuais divergências políticas não justificam ameaças, agressões ou atos discriminatórios.
A suposta utilização de uma camisa com referência a Flávio Bolsonaro também foi mencionada nos relatos sobre o caso. Entretanto, o uso de vestuário associado a um candidato não demonstra qualquer participação, orientação ou responsabilidade do político pelo episódio. A apuração deverá esclarecer a motivação da discussão, a atuação do agente e a existência de possíveis infrações disciplinares e criminais.
Até o momento, não há confirmação independente sobre a abertura de investigação, eventual afastamento do agente ou providências adotadas pelas autoridades policiais do Pará. O esclarecimento dos fatos dependerá da análise das imagens, dos depoimentos dos envolvidos e de manifestações oficiais dos órgãos responsáveis.



