Lula critica Marco Rubio e diz que secretário dos EUA “não gosta do Brasil”
Presidente voltou a comentar o aumento das tarifas sobre produtos brasileiros e relatou que esperava uma negociação após encontro com Donald Trump na Casa Branca.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar nesta sexta-feira (7) o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em meio à escalada das tensões comerciais entre os dois países. Durante visita ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), Lula afirmou que o integrante do governo de Donald Trump tem uma postura contrária ao Brasil e à América Latina.
Ao relembrar uma reunião com Trump na Casa Branca, Lula afirmou que já havia manifestado ao presidente norte-americano sua avaliação sobre Rubio. O presidente brasileiro também classificou o secretário de Estado como um “latino-americano frustrado” e disse que ele “não gosta do Brasil”.
Segundo Lula, durante o encontro com Trump foram apresentados documentos relacionados à balança comercial entre Brasil e Estados Unidos. Após a reunião, de acordo com o presidente brasileiro, integrantes do governo mantiveram contatos frequentes com a Casa Branca na tentativa de avançar nas negociações.
“Fiquei esperando, não teve telefonema, mas veio pela imprensa um tarifaço”, afirmou Lula ao comentar a falta de uma resposta direta e a posterior decisão de ampliar as tarifas incidentes sobre produtos brasileiros.
O presidente também criticou a postura adotada pelo governo norte-americano nas relações comerciais com o Brasil e defendeu a necessidade de diálogo para solucionar as divergências entre os dois países.
As declarações ocorrem após novos episódios de tensão entre Brasília e Washington. Rubio, por sua vez, já havia utilizado as redes sociais para criticar o governo Lula, afirmando que determinadas políticas econômicas brasileiras seriam prejudiciais tanto aos brasileiros quanto aos americanos. O secretário também acusou o presidente brasileiro de colocar interesses pessoais acima da possibilidade de alcançar um acordo.
O embate entre os dois governos acontece em um momento de pressão sobre as relações comerciais bilaterais, com medidas tarifárias afetando produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. O governo brasileiro vem defendendo a negociação e buscando alternativas para reduzir os impactos das tarifas sobre empresas e setores da economia nacional.



