Colômbia rompe parceria com a OTAN após críticas de Gustavo Petro à atuação militar no Oriente Médio
Durante conferência sobre a crise em Gaza, presidente colombiano anunciou fim dos vínculos com a aliança militar, reforçando postura crítica ao intervencionismo ocidental.

Durante uma conferência sobre a crise humanitária em Gaza, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou a retirada formal do país da condição de parceiro global da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). A decisão marca o rompimento simbólico com a política de alinhamento militar com os Estados Unidos e com a aliança ocidental.
Petro justificou a medida com críticas contundentes à atuação da OTAN e de seus membros no conflito em Gaza, acusando a organização de apoiar ações militares que atingem civis. Para o presidente colombiano, “não há outro caminho” senão romper com a parceria, em coerência com a política externa de seu governo, que é crítica ao intervencionismo militar promovido por potências ocidentais.
Desde 2018, a Colômbia mantinha o status de “Parceiro Global” da OTAN, sendo o único país da América Latina a ostentar esse título. A parceria permitia a realização de treinamentos, cooperação técnica e apoio em áreas como combate ao terrorismo e segurança cibernética. No entanto, o vínculo não envolvia obrigações de defesa coletiva, como ocorre com os membros plenos da aliança.
A decisão de Petro reforça a guinada diplomática de seu governo, que busca reposicionar a Colômbia no cenário internacional com uma política externa mais autônoma e alinhada aos interesses do Sul Global.



