Bahia

Bahia registra queda de 29% nos focos de calor e completa 100 dias de operação contra incêndios

Operação realizou cerca de 900 intervenções em 107 municípios; calor intenso e baixa umidade elevam o risco de novos incêndios na Bahia

O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) completou, na quarta-feira (7), 100 dias de operação de prevenção e combate aos incêndios florestais. Com 189 profissionais e 44 viaturas dedicados exclusivamente às ações, o estado registrou uma redução de 29% nos focos de calor em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2025.

Os dados foram apresentados pelo comandante-geral da corporação, coronel Aloisio Fernandes, durante reunião do Comitê de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño. Segundo o balanço, os registros passaram de quase 20 mil focos, em setembro do ano passado, para menos de 15 mil neste ano. As intervenções dos bombeiros, entretanto, aumentaram de 547 para cerca de 900 nos primeiros 100 dias da operação.

Nesse período, as equipes atuaram em 107 municípios, percorreram mais de 460 mil quilômetros e realizaram 1.452 atividades preventivas. O monitoramento e o combate estão sendo intensificados em territórios prioritários, como Bacia do Paramirim, Rio Corrente, Rio Grande, Sertão do São Francisco, Sertão Produtivo e Velho Chico.

Apesar da redução, as condições meteorológicas previstas para os dez dias seguintes à reunião preocupam os órgãos estaduais. De acordo com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), as temperaturas podem ultrapassar 42°C no Vale do São Francisco e no Oeste, com umidade relativa do ar abaixo de 15% e ausência de chuva em praticamente todo o estado. A combinação de calor, baixa umidade e ventos fortes favorece a propagação do fogo na vegetação.

Na área da saúde, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) acompanha os municípios prioritários e reforça os planos de preparação e resposta. Uma portaria publicada na terça-feira (6) ampliou o fornecimento de medicamentos para emergências, incluindo um kit específico para os efeitos da seca. A estratégia contempla problemas como ressecamento ocular, dermatites, intoxicação por fumaça e necessidade de reidratação, com atenção especial às populações mais vulneráveis e aos profissionais envolvidos no enfrentamento dos incêndios.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Abrir bate-papo
Olá
Podemos ajudá-lo?