Aterro Sanitário de Filho de Paulo Souto Gera Preocupação Ambiental na RMS
Aterro sanitário da empresa Recycle Waste Energy, de propriedade do filho do ex-governador Paulo Souto, é acusado de ameaçar aquífero que abastece Salvador

Um aterro sanitário da empresa Recycle Waste Energy, de propriedade do filho do ex-governador Paulo Souto (União Brasil), está no centro de uma polêmica que envolve riscos ambientais e possíveis irregularidades no processo de licenciamento. Instalado em uma área de proteção ambiental, o empreendimento é acusado de ameaçar o Aquífero Marizal–São Sebastião, uma das principais fontes de abastecimento de água de Salvador, Lauro de Freitas, Simões Filho e Camaçari.
Risco ao abastecimento
O aquífero, considerado estratégico para o consumo humano e atividades econômicas da Região Metropolitana de Salvador (RMS), pode sofrer contaminação em razão da proximidade com o aterro. Ambientalistas e comunidades locais alertam que o funcionamento da unidade ameaça comprometer o futuro hídrico da região, já historicamente pressionada por crises de abastecimento.
Irregularidades no licenciamento
Documentos obtidos por entidades da sociedade civil apontam que o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) teria ignorado pareceres técnicos contrários ao licenciamento do empreendimento. Há denúncias de suposto favorecimento político no processo, o que acirra o debate sobre a influência de grupos de poder na aprovação de projetos de alto impacto ambiental.
Pressão social
Organizações sociais, ambientalistas e moradores de áreas afetadas pedem a suspensão imediata das atividades do aterro e a responsabilização dos envolvidos. Eles destacam que a situação pode agravar a vulnerabilidade hídrica da RMS e reforçam a necessidade de transparência e rigor técnico na concessão de licenças ambientais.



