Politica

Jaques Wagner defende Ministério da Segurança Pública e maior integração das polícias contra crime organizado

Senador afirma que PEC da Segurança pode avançar no Congresso ainda nesta semana e destaca compartilhamento de inteligência entre forças federais e estaduais

O senador Jaques Wagner defendeu, nesta terça-feira (1º), a criação de um Ministério da Segurança Pública como instrumento para ampliar a integração entre as forças policiais e fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas no país. A declaração foi feita durante sabatina na Band Bahia. Segundo Wagner, a iniciativa depende do avanço da PEC da Segurança no Congresso Nacional e integra os compromissos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para o senador, o combate às facções exige compartilhamento permanente de informações entre os estados e o governo federal. “Sem integração, sem compartilhamento de informação, a gente vai perder a batalha. O mesmo PCC que atormenta a vida do gaúcho, do paranaense, do catarinense e do paulista atormenta a vida do baiano, do pernambucano e do cearense. Então, esse compartilhamento de informações é extremamente necessário”, afirmou.

Wagner explicou que um ministério específico poderia assumir papel estratégico na articulação das ações de inteligência da Polícia Federal, polícias civis e militares e órgãos de polícia técnica. Na avaliação do senador, o modelo permitiria respostas coordenadas diante de grupos criminosos que atuam em diferentes estados e até ultrapassam as fronteiras nacionais.

Durante a entrevista, o senador também citou investimentos realizados pelo Governo da Bahia em tecnologia aplicada à segurança pública. Entre as medidas, Wagner destacou o uso de sistemas de câmeras pelas forças policiais e os resultados obtidos na identificação e prisão de suspeitos. “Estamos usando câmeras criptografadas e já prendemos 6 mil marginais e, só neste ano, passamos de 1.600 bandidos”, declarou.

Ao abordar a política de enfrentamento às organizações criminosas, Wagner defendeu rigor na atuação das forças de segurança e ressaltou que o objetivo deve ser retirar criminosos de circulação por meio da atuação policial e do sistema de Justiça. “Marginal bom é marginal preso, fora de circulação, para não atormentar a vida de quem quer trabalhar e viver em paz na sociedade baiana”, completou.

Segundo o senador, a PEC da Segurança Pública poderá ser votada ainda nesta semana no Congresso. A proposta é apontada como uma das iniciativas para reorganizar a atuação da União na área, fortalecendo mecanismos de cooperação e integração com os estados no combate ao crime organizado.

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