PEC da Blindagem avança na Câmara em meio a críticas sobre falta de transparência
Elmar Nascimento e Artur Lyra não conseguiram emplacar a PEC de ALI BABÁ
A Câmara dos Deputados se prepara para votar um pacote que inclui a chamada PEC da Blindagem, a PEC do foro privilegiado e a anistia. A medida tem sido alvo de duras críticas, sob a avaliação de que, em vez de ampliar a transparência, enfraquece a democracia e a sociedade como um todo.
Segundo análises, o momento não permite mais “contorcionismos retóricos” para justificar a proposta. A percepção é de que o pacote não representa um avanço institucional, mas sim um “pacotão de maldades” que solapa os princípios democráticos.
Falta de debate e pressa na tramitação – O processo legislativo tem revelado falta de debate público e uma estratégia de votação acelerada, sem permitir ampla participação social. Há críticas de que os parlamentares mantêm o texto em sigilo propositalmente, dificultando a cobertura da imprensa e o conhecimento por parte da população.
Questões complexas, como o foro privilegiado, deveriam ser debatidas em comissões, com transparência e à luz do dia, e não “na calada da noite”, apontam os críticos.
Risco para a Câmara e sua liderança – Ao colocar a proposta em pauta, o presidente da Câmara, Hugo Motta, também passa a ser alvo de questionamentos. Analistas avaliam que ele corre o risco de reduzir sua própria relevância institucional. “Se a Câmara está a um passo do desatino, pode-se dizer que Hugo Motta está a meio passo”, sintetizou uma das análises.



