Otto Alencar critica o “cidadão Mercado” e defende políticas do governo federal
Durante evento da UPB, senador baiano afirmou que pressões do sistema financeiro podem desestabilizar o país e destacou avanços econômicos sob a gestão federal
O senador Otto Alencar (PSD-BA) criticou, nesta segunda-feira (20), a influência do poder financeiro sobre o governo federal, durante participação em evento da União dos Municípios da Bahia (UPB). Segundo o parlamentar, os interesses do “cidadão invisível chamado Mercado” têm poder de desestabilizar o país.
“Esse cidadão quer que o dólar aumente, que os juros subam e que o governo se submeta a ele. É uma luta contra os bancos e contra a velocidade”, afirmou Otto, ao alertar que cada ponto percentual na taxa Selic representa um acréscimo de R$ 65 bilhões na dívida pública anual.
Durante o discurso, o senador apresentou indicadores positivos da economia brasileira, como taxa de desemprego abaixo de 6%, o que representa um recorde na Nova República, reservas internacionais acima de US$ 340 bilhões (cerca de R$ 2 trilhões) e inflação dentro da meta com contas públicas controladas.
Otto defendeu que o governo continue avançando em políticas sociais e tributárias, resistindo às pressões de grandes bancos e à agenda de interesses financeiros concentrados.



