O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), cobrou explicações da Prefeitura de Salvador sobre a redução da circulação de ônibus no domingo (25), dia do segundo turno das eleições. Em entrevista à Rádio Metropole nesta terça-feira (27), ele questionou a atuação da Secretaria Municipal de Mobilidade e defendeu a apuração de possíveis irregularidades durante o processo eleitoral. “Eu queria perguntar ao secretário municipal de Mobilidade: existe alguma agenda mais importante no dia das eleições do que garantir o transporte?”, questionou o governador. Jerônimo afirmou que ouviu uma denúncia do sindicato dos rodoviários de que empresas teriam liberado motoristas na véspera da votação. Ele também citou informações sobre intervalos de até uma hora ou mais entre os ônibus e lembrou que a Prefeitura pretendia realizar uma reforma na Estação da Lapa durante o período eleitoral. Segundo ele, a intervenção foi suspensa após questionamento junto à Justiça Eleitoral. O governador disse que colocou a estrutura estadual à disposição para atender às demandas relacionadas à segurança e ao transporte. De acordo com ele, o Estado mobilizou equipes para cumprir o planejamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e ofereceu apoio para retirar ônibus das garagens, caso fosse necessário. Jerônimo afirmou que espera uma investigação sobre o caso. “Eu não sou juiz, mas a condição de ter atropelado um processo democrático eleitoral, o TRE vai ter que estar na conta da Polícia Federal, porque é um crime eleitoral federal. Então, eu espero que a Justiça possa estabelecer informações para justificar o que aconteceu e tomar as devidas providências”, declarou. Jerônimo compara governos e cita investimentos O governador também comentou as dificuldades enfrentadas por seu antecessor, Rui Costa (PT), durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), especialmente para obter empréstimos e recursos destinados à Bahia. Jerônimo afirmou que, naquele período, operações de crédito enfrentaram obstáculos e que o estado chegou a recorrer à Justiça para viabilizar um empréstimo. Na avaliação do governador, a relação com o governo Lula ampliou as possibilidades de investimento e execução de obras na Bahia. Ele afirmou que Rui Costa teria realizado mais ações caso tivesse contado com condições semelhantes durante sua gestão. Jerônimo concluiu que os adversários precisam reconhecer o resultado das urnas. “O Lula ganhou, e os derrotados têm que reconhecer, reconhecer”, disse.
Governador questionou a ausência de ônibus e disse esperar que a Justiça apure possíveis irregularidades
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), cobrou explicações da Prefeitura de Salvador sobre a redução da circulação de ônibus no domingo (25), durante o segundo turno das eleições. Em entrevista à Rádio Metropole nesta terça-feira (27), ele questionou a atuação da Secretaria Municipal de Mobilidade e defendeu uma investigação sobre os problemas enfrentados pelos eleitores.
“Eu queria perguntar ao secretário municipal de Mobilidade: existe alguma agenda mais importante no dia das eleições do que garantir o transporte?”, declarou. Jerônimo afirmou ter ouvido uma denúncia do sindicato dos rodoviários de que empresas teriam dispensado motoristas na véspera da votação. A informação foi apresentada pelo governador como um relato recebido da entidade.
O governador também mencionou informações sobre intervalos de uma hora ou mais entre os ônibus e criticou a programação de uma reforma na Estação da Lapa durante o período eleitoral. Segundo ele, a intervenção foi suspensa após questionamento à Justiça Eleitoral.
Jerônimo afirmou que colocou a estrutura estadual à disposição para atender às demandas de segurança e transporte durante a votação. De acordo com o governador, equipes foram mobilizadas para cumprir o planejamento do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), e o Estado ofereceu apoio para viabilizar a saída de ônibus das garagens, caso fosse necessário.
Ao defender a apuração, o petista classificou a possível interferência no deslocamento dos eleitores como uma questão de responsabilidade federal. “Eu não sou juiz”, ressalvou, antes de cobrar esclarecimentos e providências das autoridades. A declaração expressa a avaliação do governador; a caracterização de eventual crime e a identificação dos responsáveis dependem da investigação.
Na entrevista, Jerônimo também comparou a relação da Bahia com os governos de Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, Rui Costa enfrentou obstáculos para contratar empréstimos durante a gestão Bolsonaro, enquanto a parceria com Lula ampliou as condições para investimentos no estado. Ao comentar o resultado presidencial, concluiu: “O Lula ganhou, e os derrotados têm que reconhecer”.



