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Flávio altera carta após se declarar “presidente eleito” e diz que liderará oposição dos EUA

Senador passou a se apresentar como “líder do Brasil” na abertura de nova versão publicada às 17h41; documento mantém acusações de fraude eleitoral sem apresentação de provas

O senador Flávio Bolsonaro (PL) publicou, nesta quarta-feira (28), uma carta na qual afirmou que pretende liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos. Na primeira versão, divulgada por aliados após sua chegada a Miami, o parlamentar se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

Às 17h41, Flávio publicou no X uma nova versão do documento, substituindo a expressão da abertura por “líder do Brasil”. Segundo o material apresentado, o restante do conteúdo permaneceu igual, incluindo outro trecho no qual ele afirma ser o presidente eleito.

Na carta, o senador contestou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de domingo (25) e alegou fraude, sem apresentar provas. Também criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e pediu que a comunidade internacional não normalize o cenário político brasileiro.

A autodeclaração do parlamentar não altera o resultado eleitoral.

Atuação política no exterior

Flávio afirmou que continuará orientando seus apoiadores e articulando a oposição do exterior. O documento menciona diretamente parlamentares e governadores aliados, além do senador Rogério Marinho (PL-RN), apresentado por ele como seu candidato à presidência do Senado.

O senador prometeu pronunciamentos regulares e a apresentação de uma estratégia de mobilização por meios que classificou como pacíficos e legítimos.

Na carta, agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei. Afirmou ainda que está em segurança com a família em território norte-americano.

Viagem ocorreu após determinação sobre passaportes

Segundo as informações apresentadas, Flávio chegou a Miami após atravessar a fronteira brasileira com a Argentina e embarcar em uma aeronave particular que fez escala no Equador.

A viagem ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes determinar a entrega dos passaportes do senador no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro. Flávio nega irregularidades.

O parlamentar também negou ter fugido e atribuiu sua decisão de deixar o Brasil ao que considera perseguição política. Essas acusações representam a versão apresentada por ele no documento.

Acusações contra a votação

Entre os argumentos utilizados para contestar a eleição, Flávio citou o crescimento da votação de Lula entre os turnos e a prorrogação do horário de votação. A carta, entretanto, não apresenta elementos que comprovem fraude.

A diferença de votos entre duas etapas de uma eleição, isoladamente, não demonstra irregularidade. Da mesma forma, a contestação de uma decisão judicial não comprova manipulação do resultado.

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