Compra de drones israelenses por Bruno Reis gera críticas e expõe apoio a regime acusado de genocídio
Enquanto os palestinos morrem de fome, Bruno Reis compra Drones de Israel

A proposta do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), de adquirir drones militares de fabricação israelense para uso na segurança urbana da capital baiana tem gerado forte repúdio dentro e fora do Brasil. A medida é vista por críticos como um posicionamento político explícito de apoio ao regime sionista de Israel, acusado por organismos internacionais de promover um genocídio sistemático contra o povo palestino.
Imagens publicadas pelo canal internacional Hispantv denunciam que, ao invés de “proteger a população”, como alega Bruno Reis, a importação dessa tecnologia bélica representa a militarização da vigilância urbana e ameaça diretamente os direitos da população negra e pobre de Salvador. “Ignora-se que essas mesmas armas são usadas para aniquilar civis em Gaza e agora estão sendo compradas para vigiar brasileiros”, afirma uma das postagens.
O cenário internacional agrava a repercussão da decisão. Enquanto o mundo amplia o isolamento diplomático contra Israel devido às ações violentas na Faixa de Gaza — que já resultaram na morte de milhares de mulheres e crianças palestinas — o governo federal brasileiro rompeu relações comerciais com o regime israelense, reforçando sua posição contrária ao massacre. Em contramão, o prefeito de Salvador mostra de forma clara “de que lado da história está”, conforme denunciam os críticos.
“Enquanto mães palestinas enterram filhos mortos pela fome ou por bombardeios, Salvador compra drones dos assassinos. Não é uma escolha técnica, é uma decisão política, e das mais perversas”, declara uma representante de movimento popular.
A proposta, divulgada pela própria Secretaria de Comunicação de Salvador, ainda acirra o debate sobre a constitucionalidade da medida, já que a segurança pública é uma atribuição do governo estadual. Com apoio de membros da gestão municipal, a compra é interpretada como tentativa de impor um modelo de repressão importado, em um contexto marcado por racismo estrutural e desigualdade social.
Até o momento, Bruno Reis não se manifestou oficialmente sobre as críticas. Movimentos sociais, juristas e organizações de direitos humanos articulam uma reação pública contra a medida, exigindo que o município reveja imediatamente qualquer parceria com empresas associadas à violação de direitos internacionais.



