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Prefeitura de Ilhéus repassou valores ao Credcesta em 2025; convênio foi suspenso após reclamações de servidores

Pagamentos ocorreram no primeiro ano da gestão Valderico Júnior; prefeitura posteriormente determinou suspensão dos descontos consignados após identificar inconsistências no convênio

A Prefeitura de Ilhéus realizou repasses relacionados ao Credcesta entre fevereiro e novembro de 2025, primeiro ano da gestão do prefeito Valderico Júnior (União Brasil). Meses depois, reclamações de servidores sobre descontos consignados levaram o município a suspender cautelarmente o convênio mantido com a PKL One Participações S.A., responsável pelo programa Credcesta.

Em janeiro de 2026, a Prefeitura informou oficialmente a suspensão do Convênio nº 018/2020 após identificar inconsistências em sua execução e receber reclamações recorrentes de servidores. A medida foi posteriormente prorrogada, e o Diário Oficial determinou expressamente a manutenção da suspensão de todos os descontos consignados relacionados ao Credcesta na folha dos servidores municipais.

O assunto ganha repercussão em meio às recentes revelações envolvendo o Banco Master. Em proposta de colaboração premiada, Daniel Vorcaro afirmou que ACM Neto e Antônio Rueda teriam intermediado negócios e aportes de recursos no banco em troca de comissões. O relato cita inclusive o Credcesta entre os negócios supostamente intermediados. ACM Neto e Rueda negam irregularidades. A proposta de colaboração de Vorcaro não foi aceita pela Polícia Federal nem pela Procuradoria-Geral da República.

Não há, porém, evidência nas fontes consultadas que estabeleça uma ligação entre os repasses realizados pela Prefeitura de Ilhéus ao Credcesta e as acusações feitas por Vorcaro contra ACM Neto e Antônio Rueda. São fatos distintos e qualquer relação entre eles dependeria de elementos adicionais de investigação.

No caso específico de Ilhéus, a própria administração municipal reconheceu problemas na execução do convênio. Em abril de 2026, ao prorrogar a suspensão por mais 90 dias, a Secretaria Municipal de Gestão afirmou que a medida tinha caráter cautelar para proteger a administração e os servidores de “eventuais prejuízos”, mantendo aberto o procedimento administrativo e assegurando direito de defesa à empresa.

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