Bahia

Jerônimo condena morte de torcedor do Bahia antes de Ba-Vi e exige rigor nas investigações

Governador classificou o episódio como “inadmissível” e afirmou que a rivalidade entre Bahia e Vitória jamais pode servir de justificativa para a violência

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), classificou como “inadmissível” a morte do torcedor do Bahia José Alexandre Souza Borges, de 28 anos, ocorrida horas antes do Ba-Vi disputado no domingo (23), em Salvador.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, Alexandre foi atacado por dezenas de torcedores do Vitória na Avenida 29 de Março, na região da Via Regional. O episódio terminou com a morte do torcedor e deixou outras quatro pessoas feridas em uma tentativa de homicídio.

Torcedor declarado do Vitória, Jerônimo afirmou ter determinado que as forças de Segurança Pública atuem para esclarecer o crime e identificar todos os envolvidos.

“Minha solidariedade à família, aos amigos e a todos que conviviam com Alexandre. Determinei que a Segurança Pública apure o caso com rigor e responsabilização dos envolvidos”, declarou o governador.

Em outra manifestação, Jerônimo destacou que a rivalidade entre Bahia e Vitória não pode ultrapassar os limites do esporte.

“Sou Vitória, vocês sabem, mas isso, agora, é o de menos. Por trás de cada camisa, há uma pessoa, uma família, amigos e sonhos. Esporte é encontro, alegria, festa e respeito. Esporte não é violência!”, afirmou.

O governador também lamentou que a violência tenha interrompido a vida de um torcedor que saiu de casa para acompanhar o seu time.

“É inadmissível que alguém saia de casa para torcer pelo seu time e não volte. Nenhuma camisa, rivalidade ou paixão pode valer uma vida”, disse.

Seis suspeitos são presos

De acordo com a Polícia Civil, seis homens foram presos em flagrante sob suspeita de participação na morte de Alexandre e na tentativa de homicídio contra outras quatro pessoas. Os suspeitos foram encaminhados ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde o caso é investigado.

O senador Jaques Wagner (PT) também se pronunciou sobre o episódio e classificou a violência como uma “barbárie”. O parlamentar manifestou solidariedade aos familiares e amigos da vítima e defendeu a responsabilização dos envolvidos.

O Ministério Público da Bahia também condenou os atos de violência e vandalismo registrados antes do clássico. O órgão lamentou a morte do torcedor e ressaltou que o esporte deve ser marcado pela convivência, pelo respeito e pela celebração, e não por agressões e destruição.

A morte de Alexandre reacende o debate sobre a violência entre torcidas organizadas na Bahia e sobre a necessidade de reforço das ações de segurança em dias de clássicos. As investigações deverão apontar as circunstâncias do ataque e a participação individual dos suspeitos.

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