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Crise na Copa: Seleção do Irã enfrenta problemas de imigração nos EUA e acusa organização de “opressão”

Após empate na estreia, delegação iraniana sofre com vistos restritos, atletas retidos em aeroporto e proibição de hospedagem em solo americano.

A participação do Irã na Copa do Mundo de 2026 subiu de tom fora das quatro linhas. Após estrear com um empate contra a Nova Zelândia na noite de segunda-feira (15) em Los Angeles, a seleção iraniana enfrenta sérios problemas com as autoridades de imigração dos Estados Unidos. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (16) pelas agências de notícias iranianas Isna e Fars.

A situação geopolítica — agravada por bombardeios recentes coordenados por forças americanas e israelenses contra o Irã — transformou a logística da equipe em um pesadelo burocrático. O governo dos EUA já havia vetado a permanência contínua da seleção no país, obrigando o grupo a se basear em Tijuana, no México, desde o dia 7 de junho, mesmo com os três primeiros jogos agendados para o território americano.

Jogadores retidos e problemas com vistos

O caso mais alarmante envolve o atacante Mehdi Torabi. Ao contrário do restante do grupo, que recebeu vistos de múltiplas entradas, Torabi obteve autorização para apenas uma entrada nos EUA. A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) corre contra o tempo com procedimentos legais para tentar uma nova liberação para que o atleta não desfalque o time nos próximos compromissos.

Além disso, um novo incidente tumultuou a viagem de volta para a base mexicana na noite de ontem:

  • O atacante estrelado Mehdi Taremi e o assistente técnico Saeid Alhouei foram retidos no aeroporto de Los Angeles.

  • O restante da delegação embarcou enquanto a dupla enfrentava um “atraso injustificado” na checagem migratória.

  • Até o momento, a federação e as autoridades locais seguem em negociação e não há confirmação se ambos conseguiram viajar.

“Somos a equipe mais oprimida da Copa”, desabafa treinador

Antes mesmo do caos no aeroporto, o técnico do Irã, Amir Ghalenoei, subiu o tom contra as restrições severas impostas à sua delegação. A equipe planejava pernoitar em Los Angeles para se recuperar fisicamente do jogo, mas recebeu ordens expressas para deixar o país imediatamente após o apito final.

“Devíamos ficar aqui esta noite para nos recuperarmos e voltar amanhã na hora do almoço, mas eles não nos permitiram. Para ser sincero, não faço ideia do porquê. Acho que talvez nossa equipe seja a mais oprimida de toda a Copa do Mundo”, desabafou Ghalenoei.

Ainda no estádio, Taremi também pediu a intervenção da entidade máxima do futebol: “Não é bom para o futebol. Acho que a Fifa precisa nos ajudar mais do que isso. É muito ruim e afeta nossa equipe, e nós só queremos paz”.

Torcida também foi prejudicada

O planejamento inicial do Irã era se hospedar em Tucson, no Arizona, o que foi cancelado devido ao conflito armado internacional. Para piorar o isolamento da equipe, a FFIRI confirmou que, no dia 9 de junho, os EUA revogaram totalmente a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos, deixando milhares de fãs que já haviam viajado sem direito de entrar nos estádios.

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