Relator da anistia descarta redução integral de penas e promete foco na pacificação
Paulinho da Força afirma que objetivo é reduzir tensões políticas no país, mas rejeita propostas polêmicas ligadas ao projeto de anistia em tramitação no Congresso.
O debate sobre o projeto de anistia em tramitação no Congresso Nacional ganhou novo capítulo nesta segunda-feira (22), após o relator da proposta, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), anunciar que não acatará sugestões que previam a redução integral de penas. Segundo ele, a prioridade é “pacificar o país”, mas sem abrir espaço para medidas consideradas polêmicas ou de difícil aceitação pela sociedade.
A proposta, que tramita em regime de urgência, tem como objetivo definir parâmetros para a concessão de anistia a envolvidos em atos políticos recentes. No entanto, pontos como a revisão total de condenações ou a suspensão completa de penas vinham gerando forte reação entre parlamentares e especialistas.
Ao descartar essas possibilidades, Paulinho busca construir um texto que avance com apoio mais amplo dentro do Congresso, reduzindo resistências tanto da oposição quanto de setores do Judiciário. Para o relator, a anistia precisa ter equilíbrio: “Não se trata de apagar o passado, mas de encontrar meios para pacificar o presente e o futuro do Brasil”.
A expectativa é de que o relatório final seja apresentado ainda nesta semana para votação, em meio a um cenário político marcado por tensões e pressões de diferentes grupos.



