Economia

Dólar cai e Bolsa sobe com alívio no petróleo e maior apetite por risco global

Declarações de Donald Trump sobre garantir oferta global derrubam temores inflacionários; no Brasil, PPI avança e prisão de banqueiro repercute no mercado

O dólar opera em queda no mercado à vista na manhã desta quarta-feira (4), movimento que pressiona a curva de juros para baixo, enquanto o Ibovespa futuro avança mais de 1%, em meio ao aumento do apetite por risco nos mercados internacionais. Bolsas de Nova York e da Europa registram ganhos, assim como moedas de países emergentes.

O cenário mais favorável aos ativos de risco ganhou força após forte desaceleração do petróleo. A mudança de humor ocorreu depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometer garantir o abastecimento global “custe o que custar”, reduzindo temores sobre impactos inflacionários e eventual endurecimento da política monetária.

Após disparar até 9% no intradia da terça-feira (3), o barril do WTI em Nova York registrava leve alta de cerca de 0,30% por volta das 9h30, enquanto o Brent avançava aproximadamente 1%. A acomodação dos preços da commodity contribuiu para aliviar as pressões sobre moedas e juros.

Apesar da trégua momentânea no petróleo, o noticiário geopolítico segue no radar. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter “controle total” do Estreito de Ormuz e ameaçou atingir embarcações que cruzem a rota estratégica para o transporte de petróleo e gás. O governo brasileiro também demonstrou preocupação com a escalada de tensões no Oriente Médio, especialmente diante de confrontos entre Israel e o Hezbollah no Líbano.

No cenário doméstico, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) subiu 0,34% em janeiro, após alta de 0,14% em dezembro, indicando leve aceleração nos custos industriais.

No campo corporativo, o GPA informou que negocia com credores a repactuação de dívidas de curto prazo para melhorar o perfil de seu endividamento.

Já no noticiário policial, a Polícia Federal prendeu o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades na gestão da instituição financeira. A ação foi a primeira autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.

O Banco Central havia comunicado à Polícia Federal indícios de irregularidades envolvendo o Banco Master e ex-integrantes da área de fiscalização da autarquia, o que culminou nas buscas e prisões realizadas nesta quarta-feira.

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