Polícia

Quatro farmácias são interditadas em Maragogipe por venda ilegal de medicamentos controlados

Operação Pharmaco apreende quase 49 mil remédios em estabelecimentos sem alvará, sem farmacêuticos e com reincidência em crimes sanitários e penais

nesta terça-feira (29), a Operação Pharmaco, que resultou na interdição de quatro farmácias no município de Maragogipe, incluindo o distrito de São Roque do Paraguaçu, por comercializarem ilegalmente medicamentos sujeitos a controle especial. Ao todo, foram apreendidas 48.960 unidades de remédios irregulares, entre eles anabolizantes e substâncias controladas, armazenadas fora das normas sanitárias.

A ação foi motivada por uma denúncia formalizada pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado da Bahia (CRF/BA), que apontou irregularidades como ausência de responsáveis técnicos, funcionamento com documentos vencidos, ausência de alvará sanitário e venda de medicamentos sem a devida prescrição médica.

Coordenada pela Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados (CFPC), a operação revelou que os estabelecimentos interditados operavam sob múltiplos CNPJs e mantinham conexões logísticas e jurídicas entre si, indicando atuação de dois núcleos familiares que já apresentavam histórico de reincidência em infrações sanitárias e penais nos municípios de Maragogipe e Muritiba.

Durante a operação, dois proprietários foram conduzidos à Delegacia Territorial de Maragogipe para prestar depoimento. A Polícia Civil avalia que as infrações cometidas podem configurar crimes previstos na Portaria nº 457/2024, que trata da regulação da comercialização de substâncias químicas sujeitas à fiscalização especial.

Além da Polícia Civil, participaram da ação equipes da Delegacia do Consumidor (Decon), do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Polícia do Interior (Depin), do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Diretoria de Vigilância Sanitária e Ambiental (Divisa), do Procon-BA e do próprio CRF-BA.

Dos seis estabelecimentos fiscalizados, quatro foram interditados. Os medicamentos apreendidos estavam fora do controle legal e sem qualquer rastreabilidade, elevando os riscos à saúde pública. A operação segue com o objetivo de identificar outros envolvidos e apurar a extensão da rede ilegal de distribuição e comércio de medicamentos na região.

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