Líderes de facção criminosa são presos em megaoperação na Bahia e em São Paulo
Polícia Civil cumpre mandados contra integrantes de grupo envolvido com tráfico, homicídios e porte ilegal de armas; dois líderes estavam foragidos desde a Operação Franciscano, de 2020.

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta segunda-feira (21), a Operação Ciclo Completo, com o objetivo de capturar integrantes de um grupo criminoso já condenado por tráfico de drogas, homicídios e porte ilegal de armas. A ação resultou na prisão de dez criminosos, incluindo dois dos principais líderes da organização, nos estados da Bahia e de São Paulo.
Entre os capturados está Janderson Lima de Santana, conhecido como “Tio Pinga”, preso na cidade de Osasco (SP). Ele foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado e é apontado como chefe da facção. Outro líder, Antônio Dias de Jesus, o “Colorido”, também foi localizado e cumpre pena de 19 anos e 4 meses, acusado de ser o principal fornecedor de drogas do grupo.
O esquema criminoso atuava principalmente na Região Metropolitana de Salvador, com forte envolvimento em execuções, venda de drogas e movimentação armada. A quadrilha mantinha uma estrutura organizada, com funções específicas para “jockeys” (vendedores de drogas), “olheiros”, motoristas e integrantes de “bondes”, responsáveis por confrontos e logística do tráfico.
Além das prisões realizadas em Salvador, nos bairros de Sete de Abril e Periperi, e na cidade de São Francisco do Conde, a operação também cumpriu cinco mandados dentro do sistema prisional, indicando que o grupo ainda mantinha ações criminosas coordenadas de dentro das cadeias. Outros cinco integrantes seguem foragidos, todos com penas de 11 anos em regime fechado.
A operação é fruto de uma ação integrada entre o Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e o Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), com apoio da Polícia Militar de São Paulo.
Os presos foram encaminhados à Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter) e permanecem à disposição da Justiça.



