Politica

Deputado Jorge Solla critica relatório da CPMI do INSS e aponta “viés político” na condução dos trabalhos

Parlamentar do PT afirma que documento rejeitado ignorou provas sobre fraudes iniciadas no governo Bolsonaro e diz que relatório alternativo será encaminhado a órgãos de controle

O deputado federal Jorge Solla criticou duramente o relatório final apresentado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em declaração, o parlamentar classificou o documento como “completamente estapafúrdio” e destacou que ele foi rejeitado pela maioria dos integrantes da comissão.

Segundo Solla, após a rejeição do parecer oficial, caberia a outro parlamentar apresentar um relatório alternativo que refletisse os fatos apurados durante as investigações. Ele afirmou que a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) elaborou um novo documento com base em oitivas, provas documentais e depoimentos colhidos ao longo da CPMI. No entanto, o texto não chegou a ser votado antes do encerramento da sessão.

O deputado ressaltou que esse relatório alternativo, apoiado pela maioria dos membros, será encaminhado aos órgãos de controle e deve contribuir para o andamento das investigações.

Solla também apontou que houve um direcionamento político no relatório rejeitado, alegando que o documento ignorou evidências de que o esquema de fraudes teria sido estruturado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com o parlamentar, o parecer tentou associar irregularidades ao atual governo, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem apresentar provas consistentes. Ele afirmou que a atual gestão foi responsável por investigar o esquema, desmontar a estrutura fraudulenta e garantir a devolução de recursos a aposentados prejudicados.

Para Solla, a condução da CPMI foi prejudicada por interesses políticos, especialmente pela atuação de setores da oposição. “É um absurdo responsabilizar quem investigou e desmontou o esquema, enquanto se ignora quem permitiu ou participou da fraude”, declarou.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Abrir bate-papo
Olá
Podemos ajudá-lo?