Mundo

O preço da guerra

Não existe honra quando se morre por um ditador

“Estamos ganhando”, diz Donald Trump.

Mas, se os números que circulam resumem essa “vitória”, ela custa caro demais para o povo americano: 18 soldados mortos, quase 900 militares feridos, caças avaliados em US$ 376 milhões perdidos, drones, radares e aeronaves de reconhecimento destruídos. Além disso, US$ 29 bilhões já teriam sido gastos na operação, enquanto o governo solicita ao Congresso mais US$ 87 bilhões para manter a guerra.

E o resultado?

O petróleo iraniano continua fora do alcance dos Estados Unidos. O regime iraniano permanece no poder. O governo aliado prometido não foi instalado.

Quem paga essa conta não é o presidente. São os contribuintes americanos. São bilhões de dólares retirados do orçamento público que poderiam fortalecer a saúde, a educação, a infraestrutura e combater a crise econômica que afeta milhões de famílias. Enquanto a dívida cresce e o custo de vida continua pressionando a classe média, recursos cada vez maiores são direcionados para um conflito cujo retorno concreto permanece questionado.

O mais grave é que uma decisão com consequências para o mundo inteiro parece depender da vontade política de um único homem. Quando o poder se concentra dessa forma, a democracia perde espaço para decisões unilaterais. O Congresso é chamado para financiar a guerra, mas quem sofre suas consequências são os soldados enviados ao front e a população que arca com seus custos.

Se esses números representam uma vitória, é difícil encontrar quem realmente tenha vencido. Porque toda guerra anunciada como triunfo pelo governo termina sendo financiada pelo povo e paga, em vidas e dinheiro, pelas famílias americanas

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