Polícia

Operação Reino Oculto- Funcionária de transportadora é presa por tráfico interestadual de drogas

Operação Reino Oculto desarticula esquema que movimentou mais de R$ 4 milhões em quatro estados; ação já resultou em 33 prisões e apreensão de mais de R$ 80 mil

Uma funcionária de uma empresa de transporte de encomendas foi presa nesta quinta-feira (10), durante a Operação Reino Oculto, suspeita de integrar um esquema de tráfico interestadual de drogas. A mulher, de 42 anos, é apontada pelas investigações como responsável pelo transporte clandestino de entorpecentes entre estados.

Segundo a Polícia Civil da Bahia, a suspeita utilizava a estrutura da transportadora onde trabalhava para enviar materiais ilícitos. As drogas eram escondidas em falsas encomendas, inclusive dentro de eletrodomésticos, e encaminhadas para outros estados. A investigação teve início em março deste ano.

A Operação Reino Oculto identificou uma organização dividida em núcleos responsáveis pelo comando, gestão financeira, armazenamento e logística do tráfico. Conforme as apurações, o grupo teria movimentado mais de R$ 4 milhões com atividades relacionadas à distribuição e revenda de drogas e ao fornecimento de armas de fogo.

A megaoperação é realizada simultaneamente na Bahia, São Paulo, Espírito Santo e Sergipe. Até o momento, 33 pessoas envolvidas no esquema foram presas e mais de R$ 80 mil em dinheiro foram apreendidos. São cumpridos ainda mandados de busca e apreensão relacionados a crimes como tráfico e associação para o tráfico, organização criminosa, lavagem de dinheiro e comércio, posse e porte ilegais de armas e munições.

Na Bahia, as ações alcançaram diversos bairros de Salvador, além de Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho, Juazeiro e Senhor do Bonfim. Também foram realizadas diligências em São Paulo e Guarujá; Vitória e Serra, no Espírito Santo; e Aracaju e Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe.

A operação é coordenada pela Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), com apoio do Ministério Público da Bahia, da Secretaria da Segurança Pública, de diferentes departamentos especializados das forças estaduais e das Polícias Civis de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.

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