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Novas mensagens atribuídas a ex-sócio de Flávio Bolsonaro levantam suspeitas sobre loja de chocolates e relação com advogado ligado ao TSE

Documentos citados em reportagem do jornalista Rodrigo Rangel, do Platô, motivariam pedido de reabertura de investigação sobre suposta lavagem de dinheiro; relato também menciona um relógio Rolex avaliado em R$ 300 mil.

Um conjunto de mensagens e documentos obtidos pelo jornalista investigativo Rodrigo Rangel, do veículo Platô, trouxe novamente ao debate público suspeitas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. Segundo informações apresentadas em comentário jornalístico sobre a apuração, os registros levantariam questionamentos sobre a utilização de uma antiga loja de chocolates no Rio de Janeiro para suposta lavagem de dinheiro, além de possíveis relações entre o parlamentar, um advogado e o gabinete do ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A empresa mencionada na reportagem teria pertencido a Flávio Bolsonaro e a um sócio identificado pelo sobrenome Santini. O estabelecimento já havia sido examinado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro no contexto das investigações sobre o chamado esquema das rachadinhas, que apurou suspeitas de recolhimento irregular de parte dos salários de funcionários de gabinetes parlamentares. De acordo com o relato, as novas mensagens acrescentariam elementos às suspeitas anteriormente investigadas, embora seu conteúdo integral e sua autenticidade ainda precisem ser examinados.

As informações divulgadas também apontam que um grupo de advogados ligado ao campo progressista estaria buscando a reabertura, no Supremo Tribunal Federal (STF), de investigações relacionadas à suposta utilização da empresa para movimentações financeiras irregulares. A iniciativa, segundo o comentário jornalístico, teria como fundamento os novos documentos atribuídos ao ex-sócio do senador. A apresentação de um pedido, contudo, não significa que as acusações tenham sido comprovadas ou que uma nova investigação tenha sido autorizada.

Outro ponto abordado envolve a suposta aproximação de Flávio Bolsonaro com o gabinete do ministro Nunes Marques. Segundo o relato sobre as mensagens, o senador teria facilitado o acesso de um advogado ao gabinete do magistrado. O mesmo advogado é apontado como responsável por presentear o candidato do PL com um relógio Rolex avaliado em aproximadamente R$ 300 mil. As circunstâncias do suposto presente, sua origem e eventual relação com interesses profissionais não foram esclarecidas no material transcrito.

As alegações surgem às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), e envolvem questões que exigem apuração documental e manifestação dos citados. É necessário distinguir as suspeitas levantadas em uma investigação jornalística de conclusões judiciais sobre eventuais crimes. Até que os documentos sejam examinados pelas autoridades competentes, não é possível afirmar que a loja tenha sido utilizada para lavagem de dinheiro ou que tenha ocorrido qualquer irregularidade envolvendo o gabinete do ministro.

A reportagem original do PlatôBR foi publicada em 29 de setembro de 2026 e posteriormente repercutida por outros veículos.

Segundo o UOL, o relógio mencionado é um Rolex Submariner Date de ouro branco, adquirido por R$ 305 mil, com nota fiscal de fevereiro de 2022 em nome do advogado Alan Belaciano. Flávio Bolsonaro havia afirmado anteriormente que a compra feita por um amigo constituía um empréstimo pessoal que estava sendo quitado.

O gabinete de Nunes Marques declarou ao PlatôBR que é prática habitual receber parlamentares de diferentes partidos, mas não respondeu especificamente sobre os contatos atribuídos a Flávio Bolsonaro.

Não foi possível confirmar, nas fontes consultadas, o andamento do suposto pedido de reabertura da investigação no STF.

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