Wagner pede reforço a Lula e Jerônimo e diz que Bahia não pode ficar “refém” da oposição
Em ato em Jaguaquara, senador criticou aproximação de adversários com Bolsonaro e defendeu comparação entre resultados das gestões petistas e da oposição

O senador Jaques Wagner (PT-BA) encerrou neste sábado (5), em Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá, uma série de compromissos políticos pelo interior da Bahia. Durante comício, o petista reforçou o apoio à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues e fez críticas à oposição baiana, principalmente pela relação de seus integrantes com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Pelo amor à Bahia, pelo amor a cada um de vocês, não podemos fazer a Bahia ficar refém de alguém que vai maltratar a Bahia. Nosso voto é 13, para Lula ser reeleito no primeiro turno, e aqui na Bahia é Jerônimo para continuar avançando”, declarou Wagner.
Ao abordar a disputa estadual, o senador afirmou que os eleitores devem observar o posicionamento nacional dos integrantes da oposição. Wagner destacou que dois candidatos ao Senado ligados ao grupo de ACM Neto apoiam Bolsonaro e acusou o ex-prefeito de Salvador de tentar se distanciar publicamente do ex-presidente durante a campanha.
“Ele se esconde, finge que não apoia Bolsonaro, mas, quando é perguntado, diz que, se tiver segundo turno, vai trabalhar muito para derrotar Lula e o PT. Então, não se enganem”, afirmou.
Wagner também defendeu que o eleitor compare os resultados das diferentes administrações. No discurso, citou investimentos realizados pelos governos petistas em áreas como saúde, mobilidade e infraestrutura, mencionando metrô, BRT, policlínicas regionais, hospitais e intervenções rodoviárias no interior baiano.
Na área da saúde, o senador destacou as entregas realizadas durante o governo Jerônimo Rodrigues e contrapôs os números aos da administração municipal de Salvador. Segundo Wagner, o desempenho das gestões deve ser um dos critérios utilizados pela população na escolha dos próximos governantes.
“Jerônimo completou a entrega de 15 hospitais novos ou ampliados em apenas três anos e oito meses. Agora, vamos perguntar quantos hospitais eles fizeram em Salvador em 14 anos. Foi apenas um! Salvador está entre as piores capitais em oferta de leitos municipais. Quem pede o voto do povo da Bahia precisa apresentar o que fez para merecê-lo”, declarou.



