Homem é preso em Salvador por tráfico de macacos-prego e uso de documentos falsos
Investigação da Polícia Civil, com apoio da COPPA, revelou esquema de comércio ilegal de animais silvestres; suspeito teria vendido ao menos três primatas por até R$ 20 mil cada.
Uma investigação da Polícia Civil da Bahia resultou na prisão em flagrante de um homem suspeito de integrar um esquema de comercialização ilegal de animais silvestres em Salvador. A operação, realizada nesta quinta-feira (6), contou com o apoio da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA), da Polícia Militar, e revelou indícios de uma rede criminosa voltada ao tráfico de macacos-prego.
Segundo as investigações, o suspeito utilizava documentos falsificados para dar aparência de legalidade às negociações envolvendo os animais, prática que dificultava a identificação da origem ilícita dos primatas comercializados.
A apuração teve início a partir da investigação de um suposto estelionato relacionado ao falso registro de roubo de uma motocicleta. No decorrer das diligências, os policiais descobriram que o caso estava ligado à venda clandestina de animais silvestres, ampliando o foco da operação.
Durante o cumprimento das diligências, as equipes localizaram dois macacos-prego mantidos em ambiente doméstico. A análise da documentação apresentada pelo responsável revelou diversas irregularidades, levando à prisão em flagrante do investigado.
De acordo com a Polícia Civil, há indícios de que o homem já tenha comercializado pelo menos três macacos-prego por valores que chegavam a R$ 20 mil cada. As investigações também apontam para a existência de uma estrutura organizada de tráfico de animais, envolvendo fornecedores, transportadores, intermediários e compradores.
Além da responsabilização criminal, o investigado foi autuado administrativamente pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que aplicou multa superior a R$ 200 mil pelas infrações ambientais.
Os dois macacos-prego resgatados serão submetidos à avaliação por órgãos ambientais competentes, que definirão os procedimentos para sua reabilitação e destinação adequada.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos na cadeia de tráfico de animais silvestres e desarticular completamente o esquema criminoso.



