Bahia leva música e transformação social à China com turnê histórica da Orquestra Neojiba
Com apresentações em cidades como Pequim, Xi’an, Tianjin e Shenzhen, grupo baiano encerra maior turnê de uma orquestra brasileira na China e fortalece intercâmbio cultural entre os dois países.

A Bahia ampliou sua presença no cenário cultural internacional com o encerramento da maior turnê já realizada por uma orquestra brasileira na China. Nesta terça-feira (5), a Orquestra do NEOJIBA realizou um concerto de gala no Shenzhen Concert Hall, marcando o fim de uma série de apresentações que levaram a música brasileira e a identidade cultural baiana a importantes cidades chinesas.
Sob a regência do maestro Ricardo Castro, o grupo percorreu cidades estratégicas como Pequim, Xi’an, Tianjin e Shenzhen, promovendo um intercâmbio cultural e educacional considerado inédito entre Brasil e China. O repertório destacou clássicos da música brasileira, como Corcovado, Tico-Tico no Fubá e Aquarela do Brasil.
A turnê apresentou ainda o repertório “Música das Américas”, reunindo obras de compositores como Heitor Villa-Lobos, George Gershwin e Arturo Márquez. Um dos destaques foi a peça assinada por Jamberê Cerqueira, que integrou o som do berimbau à formação orquestral, simbolizando a conexão entre tradição, inovação e formação social promovida pelo programa.
Criado em 2007, o NEOJIBA é uma política pública do Governo da Bahia executada pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Social pela Música. O programa utiliza a prática musical coletiva como ferramenta de inclusão social e já impactou mais de 42 mil crianças, adolescentes e jovens em todo o estado.
Além das apresentações, a agenda oficial da delegação baiana segue nesta quarta-feira (6) com uma visita ao complexo industrial da BYD, em Shenzhen. O encontro reforça a parceria institucional entre cultura, inovação tecnológica e desenvolvimento social.
O presidente da empresa no Brasil, Tyler Li, destacou o simbolismo da iniciativa. “Mais do que uma turnê musical, construímos uma estrada de mão dupla: levamos a alma do Brasil ao Oriente e trouxemos para nossos jovens uma visão de futuro sem fronteiras”, afirmou.



