RAIVA DA BAHIA – Bolsonaro nega empréstimo de R$ 40 milhões destinado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)

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Em entrevista concedida na manhã dessa quarta-feira a uma rádio local, o senador Otto Alencar (PSD),  disse que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) negou um empréstimo de R$ 40 milhões à Bahia, destinado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para modernizar as secretarias das fazendas nas cobranças de tributos. O dinheiro seria destinado a todos os estados da federação.

“Ele disse que para a Bahia não mandava não. Olhe bem, é empréstimo. Não é fundo perdido. Não é nenhum favor. Bolsonaro marca a Bahia com uma raiva do povo baiano. Não sei porque faz isso? Ele deveria ser presidente do Brasil e governar para todos, vencedores e vencidos”, diz.

As declarações foram dadas nesta quarta-feira (7) a Mário Kertész, na Rádio Metropole. Otto disse que, mesmo com a retaliação orçamentária, não vai se dobrar aos caprichos do presidente. “Ele vai ter que respeitar a Bahia e o povo baiano”, completou.

O senador baiano é uma das vozes ativas na CPI da Covid, que investiga má conduta federal durante a pandemia. “A CPI vai seguir o curso de identificar o caminho do dinheiro. Temos muitas denúncias sendo investigadas. Tem o crime de tratar a doença sem a devida cautela, deixando as pessoas morrer acreditando a imunidade de rebanho. Tem o crime de ação de recitar a cloroquina e a hidroxocloroquina, tem o crime de omissão de não comprar as vacinas e os kit intubação. E agora as denúncias de corrupção, dos irmãos Miranda”, enumerou.

O pesedista se disse ainda preocupado com o fôlego da CPI, na iminência de um recesso que pode comprometer os trabalhos da comissão; “Por lei, só podemos ter férias quando for votada a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). E isso ainda não foi votado. Mas tem o risco do recesso branco (paralisação informal no Congresso), que comprometa nosso trabalho de investigação”.

Questionado sobre os respiradores adquiridos pelo Consórcio Nordeste, caso que é investigado pela Justiça americana, Otto disse que acredita que houve um golpe aplicado pela empresa que intermediou a venda com o governo da Bahia. “Quem dispensou licitação caiu no golpe. Os que foram afastados não tiveram intenção ou dolo”, pontuou.

Otto Alencar também respondeu sobre a fake news espalhada por militantes bolsonarista que ele não era formado em medicina e, portanto, não poderia tratar de questões técnicas, como fez durante a inquirição com a médica Nise Yamaguchi.”Fui professor assistente da Universidade Federal da Bahia. Nas minhas redes sociais ficaram me aemaçando, dizendo que iam costurar minha boca. Mas ameaça, como ensinou meu avô, só vale quando é de frente”, diz.

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