O juíz  Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal,   informou ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, que ele irá permanecer encarcerado por tempo…

VIDEO – Geddel chora ao saber que vai continuar na prisão

VIDEO – Geddel chora ao saber que vai continuar na prisão

O juíz  Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal,   informou ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, que ele irá permanecer encarcerado por tempo indeterminado. Geddel chorou ao saber da decisão do juíz Vallisney, que  afirmou que irá analisar o pedido de soltura na próxima semana.

No inicio do interrogatório Geddel foi questionado sobre o tratamento que recebeu ao ser preso, e disse por duas vezes que foi conduzido algemado pelos agentes da Policia Federal, e  que não viu necessidade nenhuma de que isso fosse aplicado. Na oportunidade ainda descreveu o tratamento que recebeu no presidio da Papuda, “nem melhor, nem pior do que deve ser aplicado com os demais custodiados”.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima é ouvido pelo juiz Vallisney Oliveira durante audiência de custódia (Reprodução/Justiça Federal)

Os advogados do político baiano solicitaram a prisão domiciliar e o uso de tornozeleira eletrônica por . “Se a vossa excelência quiser colocá-lo em prisão domiciliar sem celular assim como já foi feito, pode ser feito desde agora”, ponderou  o advogado Gamill Föppel.

De acordo com o juiz, é necessário periciar o telefone de Geddel e ouvir a esposa do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, Raquel Funaro. O motivo declarado pela corte, está ancorado na denúncia  que  Geddel teria trocado mensagens com a esposa do doleiro preso.

A defesa de Geddel também questionou por qual motivo a Justiça Federal não teria ouvido Raquel Funaro antes do pedido de prisão preventiva ser declarado. “A defesa impugna nesse momento que somente agora se resolva ouvir a senhora Raquel . Fato que, inclusive, será objeto de impugnação”, contestou Föppel.

A PRISÃO –

A defesa questionou o fato de a prisão ter sido decretada sem que Raquel fosse ouvida e os telefones e as ligações feitas pelo aplicativo Whatsapp periciadas. Alegou que a manutenção da preventiva é uma injustiça, pois Geddel permanecerá preso por mais tempo sob risco de, ao fim de três dias, a PF declarar não ter tido condições e tempo hábil de cumprir as novas determinações da Justiça.

Diante dos apelos da defesa, o juiz disse não ter elementos para afirmar que não há indícios de crime e que a prisão de Geddel não se justifica.

A prisão preventiva foi pedida pela PF e pelos integrantes da Força-Tarefa da Operação Greenfield, a partir de informações fornecidas em depoimentos do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, do empresário Joesley Batista e do diretor jurídico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva, sendo os dois últimos em acordo de colaboração premiada. Os autores do pedido de prisão preventiva de Geddel dizem que o ex-ministro estaria tentando evitar que Cunha e o corretor Lúcio Funaro firmem acordo de colaboração com o MPF, atuando para garantir vantagens indevidas aos dois e “monitorando” o comportamento do doleiro de forma a constrangê-lo a não fechar o acordo.

Na petição à Justiça, os procuradores reproduziram mensagens que dizem que Geddel enviou à mulher de Funaro entre os meses de maio e junho. As mensagens, segundo o MPF, foram entregues às autoridades pelo próprio Funaro. Para os investigadores, Geddel continua agindo para obstruir a apuração dos crimes.

Em janeiro deste ano, policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do ex-ministro, alvo da Operação Cui Bono, que investiga o suposto esquema de corrupção na Caixa entre 2011 e 2013 – período em que Geddel ocupou a vice-presidência de Pessoa Jurídica do banco.

Valisnney afirmou que, para tomar uma decisão se poderá soltar ou não Geddel, teria que analisar o depoimento de Raquel Funaro e por isso determinou os três dias para perícia da Polícia Federal e mais um dia para o posicionamento do Ministério Público.

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