YOUTUBER – Eike Batista de volta para a cadeia

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Preso nesta quinta-feira, 8, em uma nova fase da Operação Lava Jato, o empresário Eike Batista tentava reerguer sua carreira como empresário bem sucedido e ensaiava seu retorno ao mundo dos negócios: há cerca de um ano ano ele inaugurou um canal no YouTube, mas foi no último mês de julho que ele anunciou sua “volta com força total”.

“Vou fazer tudo de novo. Sei fazer de novo. Meu conhecimento está aqui [aponta para a cabeça]. As pessoas me procuram para transformar projetos pequenos em projetos bilionários”, diz em um vídeo intitulado “I´m back” (Eu voltei, em inglês) que começa com a cena de Drogon, um dos dragões de Game of Thrones, derretendo o trono de ferro no episódio final da série.

No Twitter, onde distribui “salves” a seus seguidores, Eike escreveu — em inglês — que era “hora de cuspir fogo”. Como youtuber, Eike seguia à risca a cartilha dos coaches para distribuir dicas para empreendedores. Seu último vídeo, publicado há cinco dias, era sobre oratória. Segundo o próprio empresário, “um dos três maiores problemas do brasileiro é falar em público”.

“Certos sotaques, curiosamente, às vezes não inspiram confiança, então você tem que ver como você compensa isso. Cada um é diferente. Saiba compensar isso talvez gesticulando mais ou mostrando profundo conhecimento de seu negócio”, ensina, citando que seu timbre de voz o ajudou a levantar 50 bilhões em investimentos. Em outra publicação, recomenda: “Nunca aposente a sua mente.”

Nos vídeos, Eike repete, de punhos cerrados, as palavras de ordem que não podem faltar em qualquer palestra motivacional: “persistência”, “garra”, “disciplina”, “paixão”. “Antes de empreender conquiste algo para você mesmo”, afirma no vídeo, que encerra com os primeiros acordes da música “Viva la Vida”, da banda inglesa Coldplay, que conta a história de alguém que deixou de ser poderoso.

Em fevereiro, em um vídeo em que anunciava 2019 como um “ano que promete”, Eike dirigiu-se aos jovens para que não deixem o Brasil, em uma aposta no potencial que a indústria de petróleo pode render ao país. “Até 2050 são vários trilhões de reais que vão criar uma riqueza que vai ser distribuída e, se Deus quiser, aplicada aqui. Não vejo nada parecido em nenhum lugar no mundo.”

Em entrevista exclusiva a VEJA em julho de 2018, após ser preso pela primeira vez e já condenado a 30 anos de prisão, o empresário prometia seu retorno. “Aguardem, eu vou voltar.” O empresário, entretanto, descartava voltar a investir em petróleo, a quem reputa sua falência. “Existe um mundo novo chamado nanotecnologia. Vai ser uma nova revolução.”

O empresário voltou a ser preso na manhã desta quinta-feira, 8, em uma nova fase da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. A ordem emitida pelo juiz Marcelo Bretos é de prisão temporária (válida por cinco dias, podendo ser renovada). As investigações apuram manipulação do mercado de capitais e à lavagem de dinheiro.

O empresário foi detido novamente por causa da delação premiada do banqueiro Eduardo Plass, que colocou Eike como o elemento oculto em operações de compra de ações participações societárias realizadas por uma de suas empresas. Os investigadores, entretanto, avaliam que a delação não deve provocar grandes reviravoltas no universo político.

Eike, que chegou a ser o homem mais rico do Brasil, foi preso pela primeira vez em 2017, por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Ele permaneceu detido por cerca de três meses, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, até seguir para prisão domiciliar por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes em abril daquele ano.

 

o juiz Marcelo Bretas determinou a indisponibilidade de bens do empresário Eike Batista e dos filhos Thor e Olin no valor de R$ 1,6 bilhão.
Batista foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (8) em casa, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio. Ele chegou às 10h25 à Superintendência da PF no RJ, na Praça Mauá.

O R$ 1,6 bilhão bloqueado por Bretas será dividido ao meio para cobrir, segundo o Ministério Público Federal (MPF), danos morais e materiais.

Bretas também expediu mandado de prisão contra Luiz Arthur Andrade Correia, o Zartha, diretor de investimentos da EBX. Ele já é considerado foragido.

A prisão de Eike foi pedida pelo Ministério Público Federal (MPF) com base em delações de seis pessoas, como o banqueiro Eduardo Plass.

Segundo as investigações, Eike e seu sócio, Luiz Arthur Andrade Correia, o Zartha, diretor de investimentos da EBX, recebiam informações privilegiadas e investiam no mercado financeiro sem que seus nomes aparecessem.

Os ganhos desses investimentos, feitos por meio da empresa “The Adviser Investiments”, segundo o colaborador Eduardo Plass, eram revertidos em propinas para o então governador Sérgio Cabral.

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