Osba e BaianaSystem lotam Concha Acústica no Concerto da Independência

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Após o tradicional cortejo e a chegada do caboclo, da cabocla e do fogo simbólico ao Monumento Dois de Julho, a Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA) recebeu, na noite desta terça-feira (2), um encontro musical histórico. A Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) e a banda BaianaSystem dividiram o palco, apresentando o inédito ‘Concerto da Independência’.

A apresentação, inspirada no espírito libertário da maior festa cívica da Bahia, foi marcada pela mistura da música de concerto da Osba e da diversidade musical da convidada BaianaSystem, conhecida pela colagem de ritmos, batidas e instrumentos, a exemplo da peculiar guitarra baiana.

O diretor-geral do TCA, Moacyr Gramacho, destacou a importância do Concerto da Independência. “Nesse dia, que é a nossa grande celebração cívica, temos esse encontro de dois grandes percursos artísticos. O do Baiana, um dos grupos mais importantes do país, do ponto de vista musical e estético, e da nossa Osba, que traz a música clássica com o viés da nova orquestra. Essa união reforça o complexo do TCA, no qual a Concha Acústica está inserida, como um local de encontros especiais”, afirmou.

União emblemática

O maestro da Osba, Carlos Prazeres, teve a ideia do espetáculo quando viu uma apresentação da BaianaSystem e notou, nas músicas da banda, as camadas sinfônicas. “Osba e BaianaSystem são organismos muito fortes da cultura baiana, que quebram paradigmas e buscam fazer arte e cultura para todos, sem distinção. Essa união, em uma data como a de hoje, se torna ainda mais emblemática”, disse o regente.

Para o vocalista do BaianaSystem, Russo Passapusso, o show marca não somente a história do grupo, mas a da ligação entre música urbana e erudita. “Esse concerto estabelece um processo de interação entre sinfonias que têm paralelo com músicas do Baiana. Conseguimos juntar tudo de tal forma que o público consiga perceber a banda e a Osba como um corpo só”, avaliou.

Luta e orgulho

O dia 2 de julho de 1823 representou a expulsão das últimas tropas portuguesas do território nacional e o fim do domínio colonizador exercido pelo país europeu. Em 2019, são comemorados os 196 anos da Independência da Bahia. Como sempre, o povo marcou presença em todo o trajeto do desfile, que saiu da Lapinha em direção ao Campo Grande. Destaque para a presença maciça das fanfarras dos estudantes de escolas públicas.

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