Conexão Maui por Fabricio Fernades

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Yuri Soledade, o garoto de Ilhéus, que se jogou na cara e na coragem em 1994 para a Ilha de Maui, e se tornou um dos precursores, junto com Márcio Freire e Danilo Couto, a surfar as ondas monstruosas de Pea’hi na remada. Esse, todos já conhecem. Não tem mais o que falar, exaltar. Apesar de, mesmo que veja mil vezes suas fotos nessas aberrações da natureza, drops insanos, tubos monstros como do Swell do século em Fiji, sempre vou ficar de queixo caído!
Mas e Yuri o empresário, que abre portas para tantos brasileiros como eu? E Yuri o pai de família, o surfista do dia a dia?
Minha irmã, que mora em Maui há 10 anos, é grande amiga de Maria, esposa de Yuri, ela sempre me falou do grande cara que ele era. Mas ao resolver me aventurar também em Maui, foi aí que comecei a conhecer um pouco mais desse Yuri que poucos conhecem.

Aqui, a comunidade brasileira é muito unida, em sua maioria, são famílias, que como um mosaico se complementam, se tornando uma grande família. E assim, nos eventos comecei a encontrar Yuri, além de também trabalhar em dois dos seus restaurantes seis ou sete dias na semana.
Aos poucos fui reparando seu jeito de ser, um cara que fala baixo, humilde, sempre atencioso com as pessoas, seja amigo, trabalhador ou cliente.
Mesmo na sua correria diária, com 4 restaurantes em Maui e mais um que está abrindo em Oahu, sempre reserva algumas tardes para estar com sua esposa e os seus filhos Kiara e Kaipo.
Na loucura de tanto trabalho, pouco tenho surfado, mas por duas vezes fui surfar com ele e Rudá. O que mais me impressionou foi a instigação dos dois.
Mar mexido, ventando horrores e os caras falando, tem umas ondas, vamos nessa.
Yuri parecia menino sorrindo…
E eu pensando, como um cara que surfa Pea’hi, que Já pegou as ondas mais perfeitas do mundo tem instigação tão grande por um mar como esses?
Aí me lembrei das sábias palavras do mestre Duke Kaharamoto, o melhor surfista é aquele que se diverte mais…
Perguntei a Yuri, como ele conseguia descer aquelas ondas gigantes, mesmo depois de todos os acidentes e ele me respondeu, na hora que remo, penso que é só uma marola. Foi aí que descobri seu segredo. Ele encara todos os mares da mesma forma, não importa o tamanho, aquele ambiente é a casa dele!

Fabrício Meneses Fernandes, professor e profissional de Marketing, gestão e logística.
Fluente em inglês, já ensinou em mais de 10 universidades e cursos no Rio de Janeiro e Salvador.
Foi responsável pela logística da Vila da Olimpiadas 2016 na Odebrecht.
Surfista há 32 anos, praticante de diversos esportes como paraquedismo, mergulho, rapel, skate, ciclismo, corrida e natação, dentre outros. Também atua escrevendo para diversas mídias especializadas como os sites Surfbahia, Tadandoonda, opensurf, Climasurf, conexão surf, Ricosurf, Waves e outros.

Foto: Arquivo pessoal Faunnig com Yuri, Miguel e Márcio Freire curtindo um violão

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